Advogado condenado: atropelamento que matou a idosa em VG

Imagem sobre o atropelamento que matou a idosa em VG, envolvendo advogado condenado.
Imagem relacionada ao atropelamento que matou a idosa: detalhes do caso e próximos passos do processo.
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Condenado por matar a ex-amante e um delegado da Polícia Civil, o advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos foi denunciado e virou réu pelo atropelamento que matou a idosa Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, de 71 anos. Portanto, o processo segue para o julgamento.

atropelamento que matou a idosa

O crime ocorreu em janeiro, na Avenida da FEB, em Várzea Grande, e a denúncia foi recebida pela 1ª Vara Criminal da comarca. Além disso, o juiz Juliano Hermes da Silva aceitou a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso.

Segundo a denúncia, Paulo dirigia uma Fiat Toro em alta velocidade, acima do limite da via, quando Ilmis atravessava a avenida. O impacto derrubou a vítima para o centro da pista, onde foi atropelada novamente por uma Fiat Strada. A idosa morreu no local e ficou com o corpo dilacerado, de acordo com o laudo pericial.

Laudos periciais apontam que o motorista tinha visibilidade total da avenida e cerca de 185 metros para avistar a vítima. Havia tempo suficiente para frear ou desviar; no entanto, não houve nenhuma manobra. Esse atropelamento que matou a idosa reforça a leitura da perícia.

O motorista foi preso dias depois. Na delegacia, admitiu que dirigia acima da velocidade e que usava o remédio Mounjaro, alegando que a medicação teria afetado a consciência. Além disso, chegou a sugerir ao delegado que a idosa teria batido no carro dele.

Na semana passada, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou habeas corpus para soltura. O ministro Joel Ilan Paciornik indeferiu o pedido liminar, dizendo não haver ilegalidade na prisão. Além disso, o recurso não demonstrou ilegalidade suficiente para conceder a liberdade.

Antes disso, no fim de maio, o TJMT já havia mantido a prisão preventiva.

O juiz Juliano Hermes aceitou a denúncia por homicídio com dolo eventual, ou seja, ele entendeu que Paulo assumiu o risco de matar ao dirigir de forma perigosa. As qualificadoras são idade da vítima, acima de 60 anos, e impossibilidade de defesa. Também foram incluídos crimes do Código de Trânsito Brasileiro, como omissão de socorro e fuga do local do acidente.

Com a denúncia recebida, o processo saiu da fase de inquérito e passou a ação penal de competência do Tribunal do Júri. A 1ª Vara Criminal de VG vai conduzir o julgamento. Paulo tem 10 dias para apresentar defesa prévia, indicar testemunhas e pedir provas. Ele segue preso na Penitenciária Mata Grande, em Rondonópolis.

Para acompanhar outros desdobramentos, leia mais em Portal 163.

Outros crimes

  • Condenado a 19 anos de prisão pela morte de sua amante, Rosimeire Maria da Silva, de 15 anos, decapitada em Juscimeira em 2004. Na época, ele utilizava um nome falso, Francisco de Ângelis Vaccani Lima.
  • Condenado pela morte do delegado Eduardo Rocha, em 1998, quando Paulo era policial civil no Rio de Janeiro. Durante uma discussão dentro da viatura, no banco detrás do motorista, ele atirou na nuca do delegado. Foi condenado a 13 anos de prisão em 2006.
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