Após ingressar com o pedido de negociação, o Grupo Lermen não firmou acordo com credores após a audiência de mediação no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC). Portanto, a ação judicial reúne empresas e membros da família Lermen para reestruturar passivos junto a dezenas de credores do agronegócio e do sistema financeiro.
Com dívidas de R$ 633 milhões, o grupo atua nos setores de mineração, agropecuária, transporte, logística fluvial e participações societárias. Além disso, a situação do agronegócio em crise contribuiu para a crise financeira do grupo.
Reestruturação financeira
O Grupo Lermen pretende dar continuidade às negociações por meio de audiências individuais com os credores, em busca de soluções específicas que possam destravar um eventual acordo. Em conclusão, o objetivo é encontrar uma saída para a crise financeira do agronegócio.
Participaram das tratativas instituições financeiras e empresas relevantes da cadeia produtiva, incluindo Itaú Unibanco, Santander, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Banco Safra, além de companhias como John Deere, Syngenta, Sagel Comércio, FMC e Sumitomo Chemical.
Apontou como fatores relevantes o investimento de aproximadamente R$ 40 milhões na construção de um armazém e a ocorrência de eventos climáticos adversos , especialmente a seca na safra 2023/2024, que teria provocado perda superior a 400 mil sacas de soja. Por exemplo, a crise financeira do agronegócio afetou diretamente o Grupo Lermen.
As audiências individuais já foram marcadas e devem ocorrer no prazo de um mês, com os credores relacionados. Além disso, a situação do agronegócio em crise continuará a ser um desafio para o grupo.
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