O agro na mesa é símbolo do Brasil, pois churrasco e cerveja são tradições que unem famílias e amigos em encontros de fim de semana e datas especiais. O agronegócio, com tecnologia, responsabilidade social e sustentabilidade, garante a produção da carne e da cerveja em alta qualidade. A cerveja é feita a partir de água, malte, milho e lúpulo, e a maltose utilizada em lager vem do milho, explicando a presença desse grão nos rótulos.
Segundo Álvaro Nogueira, gerente de Qualidade Assegurada do Grupo Petrópolis em Mato Grosso, o processamento da maltose é autorizado para a produção de cervejas lager e demonstra como a cadeia produtiva depende do milho.
Links para leitura adicional: Segurança Jurídica no Agronegócio: Diálogo Essencial em Cuiabá e Segurança Alimentar e Nutricional Sorriso: Primeira Conferência Municipal.
- Água, malte, milho e lúpulo são a base da bebida.
- As cervejarias criaram departamentos de sustentabilidade para garantir qualidade e respeito ambiental.
- A rastreabilidade da cadeia produtiva é prioridade para o consumidor.
Da grande escala à produção artesanal, o agro está presente em ambas as frentes. Gregório Ballarotti, diretor-geral da Cervejaria Louvada, aponta que malte, lúpulo e levedura têm origem agro e que a região é regulamentada por normas ambientais nacionais e internacionais. Tanto o malte quanto o lúpulo são 100% agro, e o processamento é feito pela própria cadeia.
A fermentação da levedura determina álcool e gás na cerveja. Em projeto de pesquisa apoiado pela UFMT, a Louvada desenvolve leveduras regionalistas, com a ideia de uma cerveja especial feita com levedura colhida no Pantanal. Ainda em desenvolvimento, sem data de lançamento.
Além disso, a base da bebida também se conecta ao agro pela produção de frutas em algumas artesanais, com o selo Catharina Sour de frutas como laranja, produzidas pelo agronegócio.
Churrasco: agro na mesa em foco
Com a cerveja gelada na mão, a carne também pede atenção. No Mato Grosso, a pecuária de alta performance utiliza soja e milho como alimentação principal, sustentando uma das maiores produções de carne do país.
O estado de Mato Grosso detém o maior rebanho bovino do Brasil, com 32,8 milhões de cabeças, e em 2024 produziu 1,7 milhão de toneladas de carne bovina, liderando a produção nacional com 17,1%. No período, abatidos foram 6,6 milhões de animais.
Pedro Henrique Maciel organiza churrascos para até 1.500 pessoas por evento, ensinando técnicas de sal, desossa e cortes. “As pessoas pedem dicas, querem aprender. Muitas vezes eu convido alguém a jogar o sal ou cortar a carne na hora, para sentir a diferença no preparo. Isso aproxima e cria laços”, afirma.
Essa paixão nacional pelo churrasco movimenta o mercado, ampliando oportunidades para profissionais do ramo. Mato Grosso lidera com o maior rebanho, e a experiência de churrasqueiro cresce com demanda por qualidade.
De acordo com a Kantar Media 2024, 29 milhões de brasileiros fazem churrasco semanalmente, com as carnes bovinas em 60% das ocasiões. Em paralelo, investimentos em genética, nutrição, manejo e sustentabilidade elevam a qualidade dos cortes, refletindo no dia a dia dos consumidores.
Do boi inteiro, tudo se aproveita: couro, ossos, colágeno e vísceras entram em várias cadeias produtivas, como cosméticos e indústria de alimentos. Em síntese, o agro na mesa sustenta a cadeia do alimento em várias frentes.
Para entender melhor o tema, leia mais em Portal163.









