Afastamento e tornozeleira PMs acusados de simular confronto

Policiais militares com afastamento e tornozeleira investigados por suposta simulação de confronto
Quatro PMs recebem afastamento e tornozeleira, como medidas cautelares em investigação de suposta simulação de confronto
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A Justiça determinou o afastamento do policiamento de rua e o uso de tornozeleira eletrônica para quatro policiais militares investigados pela morte do advogado Renato Gomes Nery. Além disso, a decisão suspende o porte e a posse de arma, mantendo-os em regime administrativo, sem atuação operacional, até nova deliberação; o quadro envolve afastamento e tornozeleira.

Entre os oficiais estão Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alesandro Medeiros Ramos, Weckrllley Benevides de Oliveira e Leandro Cardoso. O afastamento do policiamento, bem como o uso da tornozeleira, impede atividades operacionais e está sujeito a nova determinação judicial.

O Ministério Público aponta que houve simulação de confronto para ocultar a arma usada no crime; no entanto, as perícias indicaram que não houve tiroteio no local, contrariando a versão apresentada pelos policiais. As munições encontradas eram do batalhão Rotam, onde atuavam os acusados.

afastamento e tornozeleira

Essa medida reforça o afastamento e a tornozeleira para os quatro PMs, até nova deliberação da Justiça.

A decisão foi proferida pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que restabeleceu as medidas cautelares após recurso do Ministério Público Estadual (MPMT). O cumprimento ocorreu na 11ª Vara Criminal Especializada em Cuiabá no dia 15 de junho, quando o juiz José Mauro Nagib Jorge determinou providências imediatas pelo Comando-Geral e pela Corregedoria da PMMT.

A defesa do 3º SGT PM Leandro Cardoso teve o pedido negado para localizar a testemunha Luiz Carlos da Silva Campos; o magistrado afirmou que cabe à defesa indicar o paradeiro da testemunha. Caso não haja localização, a oitiva poderá ser considerada desistência da prova; a audiência, porém, foi mantida. As partes foram cientificadas.

Os quatro já respondem como réus em processo na Justiça comum por organização criminosa, alteração de cena de crime, porte ilegal de arma de uso restrito e falsidade ideológica. Além deles, respondem os policiais Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira, apontados como executores e intermediadores do crime.

Sobre o caso, a investigação aponta que o assassinato do advogado Renato Nery foi planejado por Julinere e pelo marido dela, Cesar Jorge Sechi, motivado por disputa de terras em Novo São Joaquim, a 480 km de Cuiabá. O casal teria contratado terceiros para executar o crime, utilizando uma pistola com munições de uso oficial, obtida por meio de um esquema que envolveria policiais militares. Renato Nery foi atingido por nove disparos em plena luz do dia, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em frente ao escritório onde trabalhava, vindo a morrer no dia seguinte após cirurgia.

O Ministério Público aponta que o homicídio foi cometido por motivo torpe, ligado a vingança e interesses financeiros relacionados à disputa fundiária. Além dos mandantes, também respondem ao processo os policiais Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira, apontados como executores e intermediadores do crime.

Mais detalhes sobre o andamento do caso podem ser conferidos no Portal 163: Portal 163.

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