O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), minimizou os protestos que ocorreram em diversas cidades do país no último domingo (21), incluindo a capital mato-grossense. “Aqui a esquerda em Cuiabá não se cria”, declarou o gestor nesta segunda-feira (22).
Rejeição histórica da esquerda em Cuiabá
As manifestações foram organizadas contra a chamada PEC da Blindagem, que visa garantir que parlamentares só respondam por crimes com aval do Congresso, e também contra o projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Abilio, no entanto, ressaltou que a rejeição à esquerda em Mato Grosso é um fato histórico. “Aqui no estado de Mato Grosso, a esquerda não se cria”, afirmou, comparando a situação com falas de outros artistas sobre diferentes regiões do país.
Portanto, segundo o prefeito, a cultura e o modo de vida do mato-grossense explicam essa diferença. Ele citou como exemplo outras capitais onde a esquerda já teve representação política, como São Paulo. Em Cuiabá, no entanto, Abilio garante que nunca houve um prefeito do PT, nem haverá, reforçando a singularidade de Mato Grosso.
Além disso, ao ser questionado sobre o impacto das manifestações na tramitação das propostas, Brunini demonstrou confiança, mas criticou o que chamou de “democracia relativa”.
“Eu tenho fé de que a solução desse processo é a eleição. Mas no Brasil acontece assim: passa na Câmara, passa no Senado, o presidente veta, volta pro Congresso, derruba o veto, e depois o Supremo derruba de novo. A maior parte da representação popular, que é o Congresso, praticamente não tem valor”, lamentou.
PEC da Blindagem: Defesa e argumentação de Abilio
Abilio defendeu enfaticamente a PEC da Blindagem, negando que a proposta vise a blindagem de parlamentares. Pelo contrário, argumentou que ela reconhece o que já está previsto na Constituição, em seu artigo 53. Ele explicou que, em 1988, já existia essa proteção devido à influência da época. Atualmente, segundo ele, com 80% a 85% dos ministros do STF ligados à esquerda, a situação se assemelha à perseguição política denunciada naquela época, mostrando que a esquerda em Cuiabá não é um fator decisivo.
Em conclusão, para Abilio, a discussão sobre a anistia e a PEC reflete um ciclo histórico. Ele comparou a situação atual com o passado, onde aqueles que hoje se opõem à anistia foram anistiados anteriormente. A história, portanto, se repete, apenas com atores em polos políticos opostos.
Para mais informações sobre posicionamentos políticos em Mato Grosso, confira a crítica de Abilio a senadores de MT e o protesto da esquerda em Cuiabá contra a PEC da Blindagem.








