Saúde em Cuiabá: MPE alerta para colapso e pede redução insalubridade

Gráfico mostrando aumento de custos com insalubridade em Cuiabá, simbolizando a necessidade de redução.
Custo elevado com insalubridade em Cuiabá. Entenda a necessidade de ajust. Financeiro.
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O Ministério Público do Estado (MPE) de Cuiabá expressa profunda preocupação com a atual situação da saúde pública municipal, alertando para o risco iminente de colapso. Portanto, o órgão defende a urgência na formalização de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e na redução insalubridade Cuiabá, cujos pagamentos descontrolados impactam os cofres públicos.

Risco de Retrocesso na Saúde Pública

A 7ª Promotoria de Justiça Cível, sob a batuta de Milton Mattos da Silveira Neto, acompanha de perto a execução do TAC firmado com a prefeitura. Contudo, um déficit mensal de R$ 20 milhões compromete o funcionamento dos serviços, ameaçando a continuidade dos atendimentos. A omissão do município em cumprir as medidas previstas no acordo, especialmente a redução insalubridade Cuiabá, pode levar a um retrocesso alarmante, similar ao período de intervenção estadual em 2023.

Tensão Servidores x Prefeitura

Essa discussão ocorre em meio a uma forte tensão entre servidores da saúde e a Prefeitura. A alteração no cálculo da insalubridade, uma das exigências do TAC, tem gerado grande desgaste e ameaças de greve. Por exemplo, os servidores argumentam que sofreram perdas financeiras significativas.

Prefeitura e as Justificativas

No entanto, a prefeitura alega ser obrigada a cumprir determinações legais. O prefeito Abilio Brunini (PL) comprometeu-se a estudar formas de compensar os servidores através do Prêmio Saúde. Assim, busca mitigar os impactos negativos dessa medida controversa.

Descumprimento de Cláusulas Essenciais

O MPE, por sua vez, detalha o descumprimento de cláusulas essenciais do acordo. Entre elas, destacam-se a ausência de ações de racionalização de pessoal e a regularização dos pagamentos. Além disso, a falta de ações de aprimoramento no faturamento de procedimentos também é apontada como um ponto crítico.

Insalubridade: Pagamento Indiscriminado

Segundo o relatório do MPE, o pagamento atual da insalubridade é feito de forma indiscriminada. Portanto, gera um impacto financeiro mensal estimado em R$ 4,1 milhões e anual de R$ 48 milhões. A Equipe de Apoio e Monitoramento (EAM) ressalta a necessidade urgente de regularizar os critérios, conforme já recomendado pela Procuradoria-Geral do Município e pela Controladoria-Geral.

Ações e Prazo Determinado

Diante disso, o Promotor de Justiça oficiou o Prefeito e a Secretária de Saúde. Dessa forma, determinou que apresentem, em 30 dias, as medidas adotadas para garantir o cumprimento integral do TAC. O Ministério Público também informou o descumprimento ao TCE e ao Procurador-Geral de Justiça para conhecimento e providências.

Legislação e Prazo Ignorado

A Lei Municipal Complementar nº 158/2007 estabelece critérios claros para o pagamento do adicional de insalubridade. Entretanto, a cláusula 7.2.16 do TAC, que visa a regularização, não tem sido cumprida. Por conseguinte, a promotoria frisa que, a despeito das recomendações internas, o prazo de quase dois anos para a regularização foi ignorado.

A gestão tinha 90 dias para a regularização, que foi prorrogada por mais seis meses. Em suma, há quase dois anos o acordo não é cumprido, mesmo com recomendações dos órgãos internos da Prefeitura. Para mais informações sobre a saúde em Cuiabá, acesse o portal 163.

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