O assassinato da personal trainer Rozeli de Fátima de Almeida, em 11 de setembro, em Várzea Grande, foi motivado por um motivo disputa judicial considerada fútil pela Polícia Civil. O delegado Bruno Abreu, responsável pelas investigações, revelou que a vítima dificilmente ganharia a ação movida contra o policial militar Raylton Mourão e sua esposa, mas ele premeditou e executou o crime.
Disputa judicial fútil motivou o crime
O delegado destacou que a ação judicial envolvia apenas R$ 15 mil. “Pude perceber que dificilmente a Rozeli até ganharia essa ação”, afirmou. Portanto, não havia motivo algum para tirar a vida dela, sendo um crime totalmente lamentável.
A disputa judicial girava em torno de um acidente de trânsito com um caminhão pertencente à empresa de água de Raylton e sua esposa. Assim, a audiência de conciliação marcada para 16 de setembro foi cancelada após a morte de Rozeli.
Raylton, no entanto, teria visto a ação como uma afronta, acreditando que Rozeli tentava tomar dinheiro da família. A investigação confirma que o assassinato foi premeditado, agravando a conduta do policial, que segue em prisão temporária.
Conivência familiar e desespero
A Polícia Civil descartou a participação dos pais do PM e de sua esposa no planejamento do homicídio. Contudo, não descarta conivência na fuga, pois há indícios de que Aline tenha ajudado o marido a escapar.
“A gente acredita que há uma conivência da esposa, que até ajudou ele a fugir”, explicou o delegado. Por lei, o Código Penal isenta familiares de punição por entregar parentes. Portanto, em relação ao homicídio, pode ter havido conivência, mas a legislação não a pune.
Durante as buscas, o telefone de Raylton não foi encontrado. Já o aparelho de Aline foi apreendido formatado, demonstrando desespero. “Foi um momento de desespero, eles não sabiam o que fazer”, completou o delegado.










