O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), não quis comentar a Operação Tomada de Contas, conduzida pela Polícia Federal. A ação levou à prisão preventiva de Sérgio Ricardo, presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), investigado por supostamente operar um esquema de pagamentos irregulares.
Uma semana depois da operação, em entrevista nesta quinta-feira (5), Pivetta limitou-se a lamentar os acontecimentos. Além da prisão de Sérgio e de outros cinco servidores, a decisão afastou mais três conselheiros. “Sinceramente, sinto muito. Lamento muito. Muito ruim para nós, muito ruim para Mato Grosso. Muito ruim para todos”.
A investigação examina suspeitas de que a suspensão de contratos administrativos tenha sido usada para pressionar fornecedores, além de possíveis favorecimentos na liberação de recursos públicos. Nesta etapa inicial, foram alcançadas 21 pessoas; 16 delas já foram exoneradas pelo novo presidente do TCE-MT, Waldir Teis.
Outros 3 conselheiros também foram afastados: o corregedor-geral Guilherme Antonio Maluf e os conselheiros José Carlos Novelli e Alisson Alencar. Este último também teria recebido valores em conta. Valter Albano, conselheiro aposentado, prestava suporte ao TCE-MT por meio de consultoria e também foi afastado.
Registros de Câmeras de segurança mostram saques milionários em dinheiro vivo feitos na agência do Sicoob instalada no TCE. As imagens examinadas pelos investigadores também registram o próprio presidente indo ao local e participando diretamente de operações no caixa.
De acordo com relatório da Polícia Federal, Sérgio Ricardo realizou 150 saques em espécie, que somaram R$ 15,6 milhões, entre janeiro e outubro de 2025. No período, a movimentação financeira chegou a R$ 75,8 milhões. A PF afirma que ele ocupa posição de comando na estrutura criminosa investigada e “capitaneia uma estrutura de operadores financeiros” voltada a converter em dinheiro vivo recursos provenientes dos cofres do Tribunal de Contas.









