Após vai e vem na Justiça para que os dados e o celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado a tiros em 2023, fossem devolvidos à sua esposa, a Coluna Picantes apurou que as informações contidas no aparelho são uma bomba: podem revelar esquema de venda de sentenças e decisões judiciais envolvendo ao menos três desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, alguns juízes e um advogado famoso de Cuiabá. O celular passou a ser disputado depois de Etevaldo Caçadini, coronel do Exército apontado como financiador da execução, pedir acesso irrestrito aos dados contidos no telefone. A partir de então, o juiz Wladymir Perri, que conduzia o processo, tomou decisões sobre a custódia da prova, se tornando o único a poder acessar os elementos, e, com isso, o exame das informações foi levado ao Conselho Nacional de Justiça. No último dia 18, o corregedor geral, Luis Salomão, decidiu manter as informações do celular justificando que “as investigações policiais acerca da motivação do crime, o homicídio de Roberto Zampieri pode ter tido relação com decisões judiciais”. Nesta segunda (24), então, o juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira negou destruir o HD que armazenou os dados, mas devolveu o telefone à esposa de Zampieri. Na ordem, o magistrado anotou que o HC é importante para o processo, pois nele contém informações sobre a conduta dos supostos mandantes do crime.
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