STF suspende exigências para unidades de conservação MT

Floresta densa com trilha de terra visível, indicando uma área natural protegida em Mato Grosso.
O STF suspendeu exigências estaduais, facilitando a criação de novas unidades de conservação MT.
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu trechos da Constituição do Estado de Mato Grosso que impunham requisitos para a criação de unidades de conservação MT em propriedades privadas. Portanto, a liminar atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

STF: Competência da União em unidades de conservação MT

A PGR questiona regras introduzidas pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) que condicionavam a criação de novas unidades de conservação MT à porcentagem de área já regularizada e à disponibilidade orçamentária. Na análise do pedido, o ministro Alexandre de Moraes verificou indícios de violação à competência da União, em consonância com precedentes do STF.

Além disso, o ministro ressaltou a urgência da medida, pois a manutenção da norma estadual poderia impedir a criação de novas áreas protegidas e, consequentemente, gerar prejuízos ambientais. “Na prática, a norma impugnada interdita ao Estado do Mato Grosso a ampliação das áreas ambientalmente protegidas a um certo patamar de ‘regularização’ de unidades já existentes”, consta na decisão.

“Com isso, há evidente obstáculo à proteção ambiental de novos espaços, com fundamento em circunstâncias que não se relacionam com o mérito em ampliar as áreas ambientalmente protegidas”, explicou Alexandre de Moraes. Portanto, a decisão visa garantir que a proteção ambiental não seja subordinada a outras obrigações estaduais.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que os requisitos adicionais estabelecidos pela Emenda 119/2024 não estão previstos na legislação federal. Desse modo, ele avaliou que a norma invade a competência da União para legislar sobre a tutela ambiental.

A ação da PGR aponta que a norma estadual impõe condições mais restritivas para a criação de novas unidades de conservação MT. Assim, é provável que a decisão impacte diretamente o planejamento ambiental do estado. Para mais informações sobre o tema, acesse este artigo.

Em suma, o STF agiu para evitar entraves ao surgimento de novas áreas protegidas no Mato Grosso. Essa suspensão, portanto, é crucial para a preservação ambiental no estado.

Compartilhe :

Veja mais