STF e as Eleições: um Poder Moderador em Ação

STF e eleições: poder moderador em ação
Analista político Vinicius de Carvalho fala sobre o papel do STF nas eleições brasileiras
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Em uma entrevista exclusiva ao Rdtv Cast e ao portal Portal 163, o analista político e escritor Vinicius de Carvalho avalia que o Supremo Tribunal Federal tem atuado como poder moderador no Brasil nos últimos anos, influenciando as eleições de 2018 e 2022, e prevendo um impacto nas eleições de 2026.

Segundo Vinicius, o STF está agindo como poder moderador, pois “exercita um papel que já foi executado anteriormente pelos militares” e “isso é um exercício do poder moderador, que não tem previsão na Constituição”. Ele destaca que a Constituição traz os três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário, mas não menciona um moderador.

Além disso, Vinicius menciona que as Forças Armadas têm voltado a ter ascendência no país desde o governo Michel Temer e, especialmente, com Bolsonaro, e que agora há uma disputa de dois Poderes moderadores: as Forças Armadas e o Poder Judiciário.

O Impacto nas Eleições

Em termos de impacto nas eleições, Vinicius entende que a situação de Bolsonaro, assim como foi com Lula, tende a desidratar eleitoralmente o ex-presidente, o que impõe um desafio para a direita que busca reassumir o poder.

Ele destaca que pesquisas já estão medindo uma queda do Bolsonaro e que outros nomes do campo estão subindo na espontânea, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Por exemplo, a queda do Bolsonaro é um fato que está acontecendo diariamente e sistemáticamente, e isso tem um impacto nas eleições.

Uma Nova Condenação?

Precisamente, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus acusados de suposta trama golpista no Supremo Tribunal Federal, que deve terminar nesta sexta-feira (12), pode ter um impacto nas eleições de 2026.

No entanto, Vinicius destaca que a Constituição não prevê um moderador e que a democracia tem dificuldade em se automediar.

No caso de um conflito entre Poderes, assim, o imperador poderia arbitrar, como fez em várias ocasiões, mas hoje não existe essa possibilidade.

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