Policial Usa Entregador para Levar Malote ao TJ: Entenda o Caso

Um entregador aparece com um malote, possivelmente um dos levados ao TJ.
Motorista de aplicativo foi usado para transportar valores ao Tribunal de Justiça.
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O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, revelou um incidente inusitado: um motorista de aplicativo foi utilizado para transportar um malote com R$ 10 mil até o órgão. Curiosamente, a remessa indicava o próprio Zuquim como autor, levando-o a cobrar uma investigação detalhada após descobrir que um policial estava por trás da contratação do entregador para levar malote ao TJ.

Surpresa com entregador levar malote ao TJ

O desembargador relatou que o entregador recebeu instruções para aguardar próximo à guarita do TJMT, com a expectativa de que alguém retirasse o pacote. Contudo, como ninguém apareceu, o motorista buscou os policiais responsáveis pela segurança do local. Durante a verificação, confirmou-se o conteúdo como dinheiro, e a remessa constava com Zuquim como remetente.

Diante disso, a coordenadoria da Polícia Militar presente no órgão acionou imediatamente o desembargador Zuquim. Em conversa com o entregador, este informou ter recebido a encomenda de um homem em um Corolla prata, no estacionamento externo do fórum. A análise das câmeras de videomonitoramento identificou o motorista como um policial.

Ele foi encaminhado ao Cisc nesta quarta-feira para prestar esclarecimentos, após se apresentar em sua companhia para o trabalho. Zuquim demonstrou profunda surpresa e exigiu uma investigação aprofundada para elucidar a intenção por trás do uso de seu nome e imagem como remetente de dinheiro para a sede do TJMT. “Lá estava o meu nome e a minha foto, como se eu fosse autor da remessa desse dinheiro, que seria entregue aqui no TJ. Isso me surpreendeu muito, me deixou estarrecido”, declarou.

“Tudo isso merece uma investigação a miúdo, para se chegar à verdade dos fatos. É o que eu tenho a informar completamente estarrecido com isso. Eu ratifico a minha posição e, principalmente, o sentimento de surpresa, e digo que eu confio nas instituições, e inclusive nas investigações, que por certo trará à lume aquilo que realmente aconteceu e o porquê aconteceu”, manifestou o desembargador. Para mais notícias regionais, acesse nosso portal.

A ação levanta questionamentos sobre a integridade e os motivos que levaram um policial a utilizar um entregador para levar malote ao TJ, simulando ser o próprio presidente do órgão. A confiança nas instituições é fundamental, e a investigação sobre este caso de entregador para levar malote ao TJ certamente trará mais esclarecimentos sobre o ocorrido.

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