Campos de Júlio: Líder do CV “Fantasma” é preso na Operação Spectrum

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Um líder de organização criminosa, conhecido como “Fantasma”, foi detido em uma residência na zona rural de Campos de Júlio, a 567 km de Cuiabá. A prisão ocorreu durante a Operação Spectrum, da Polícia Civil, que visa desmantelar uma célula local do Comando Vermelho.

Operação contra facção em Campos de Júlio

A facção é apontada como responsável por diversos crimes, incluindo tráfico de drogas, tortura, aplicação de “salves” (punições internas), ocultação de armas e trabalho forçado em hortas como forma de “disciplina”.

Conforme a Polícia Civil, o indivíduo preso, identificado como M.H.C.N., ascendeu à liderança após a prisão de outro membro da facção, C.E.S.P., conhecido como “DM”.

“Foi uma operação importante, que prendeu o principal líder da facção na cidade e que, em liberdade, gerava sensação de medo e impunidade, transformando Campos de Júlio em um ambiente hostil, com aumento de indicadores de violência, como homicídios e extorsões”, declarou o delegado de Campos de Júlio, Mateus Reiners.

Cumprimento de mandados e prisão em flagrante

A Operação Spectrum cumpriu cinco ordens judiciais contra o líder e outros integrantes do grupo no município. Foram quatro mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva para o líder. Além disso, um comparsa foi preso em flagrante por tráfico de drogas durante a ação, que contou com o apoio da Delegacia Regional de Pontes e Lacerda.

Equipes da Polícia Civil também realizaram buscas em outros três endereços ligados a subordinados diretos do líder. Em um desses locais, outro membro da facção foi preso em flagrante com drogas destinadas à venda. O imóvel era usado como depósito logístico e abrigava duas crianças.

“Ponto de salves” e envolvimento com armas

Outro endereço investigado servia como “ponto de salves”, local para punições internas. O suspeito encontrado ali também é investigado por envolvimento com armas de fogo e possível participação em episódios de tortura, como o trabalho forçado em “hortas da facção”.

Segundo o delegado Mateus Reiners, o líder preso comandava não apenas o tráfico, mas também a logística de armas e ordenava execuções sumárias. Em seu círculo íntimo, havia membros responsáveis por esconder armamentos, aplicar castigos e distribuir entorpecentes.

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