A safra de milho dos Estados Unidos apresenta ótimas perspectivas, com 73% das lavouras em condições boas a excelentes, segundo o Departamento de Agricultura (USDA). O número representa um avanço significativo em relação ao ano anterior.
Condições favoráveis impulsionam produção nos EUA
O estado de Iowa, líder na produção de milho americano, registra 87% de suas plantações em condição excelente ou boa. O clima benéfico no Meio-Oeste, conhecido como Corn Belt, e a baixa probabilidade de seca até outubro são os principais fatores, conforme o NOAA.
Com esse cenário positivo, o USDA prevê um crescimento de 5,64% na produção americana de milho. Essa expectativa já impactou os contratos futuros do cereal na CME-Group, com uma leve queda de 0,32% para o vencimento em julho de 2026.
Atraso na colheita no Brasil sustenta preços
No Brasil, a situação é diferente. O atraso na colheita da safra 2024/25 está ajudando a manter os preços do milho firmes na B3. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta que o milho na B3 subiu 2% na semana, com média de R$ 65,39 por saca.
Em Mato Grosso, a colheita atingiu 90,37% da área, mas ainda está 2,95 pontos percentuais abaixo da média histórica. Esse escalonamento na oferta contribui para a sustentação dos preços.
Apesar da retração de 41,03% no preço do milho disponível em Mato Grosso nos últimos três meses, a forte demanda interna tem impedido quedas mais expressivas, mantendo as cotações acima de R$ 40,00 por saca. Comparado ao ano passado, os preços estão 3,43% mais altos.
Fatores que influenciam o mercado
- A diferença de preço entre o milho em Mato Grosso e Chicago diminuiu 11,40% na semana.
- A média dessa diferença ficou em R$ -10,67 por saca.
- As cotações em Chicago e a variação do dólar continuam sendo referências importantes para o mercado brasileiro de milho.
Analistas destacam que, além da oferta e demanda, o desempenho do mercado internacional e a taxa de câmbio do dólar são cruciais para a formação dos preços do milho no Brasil.









