Feminicídio em Mato Grosso 2026: dados e contexto

Gráfico sobre feminicídio em Mato Grosso 2026 e padrões de violência contra a mulher.
Cuiabá lidera o ranking de 2026, com 5 casos de feminicídio.
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Mato Grosso já registrou 37 vítimas de feminicídio este ano. Além disso, o feminicídio em Mato Grosso 2026 continua a preocupar as autoridades, com casos recentes e padrões de violência que se repetem.

O feminicídio em Mato Grosso 2026 tem sido tema de debates e ações públicas, com dados que apontam padrões de violência. Feminicídio em Várzea Grande: um crime que não pode ser ignorado

Só neste mês, três mulheres já foram assassinadas por razões da condição do sexo feminino.

  • 2 de setembro, Araguaiana: Suenilda Vieira, 37 anos, morta a tiros pelo marido, Fábio Júnior Januário Dias, 42. O agressor já havia sido denunciado por violência doméstica em 2013, e não havia medida protetiva. Fábio foi morto em confronto com policiais da Força Tática.
  • 6 de setembro, Feliz Natal: Mirela dos Santos Kaluzny, 28, assassinada a facadas. Câmeras mostraram uma pessoa levando-a para dentro da casa; pouco depois, ela foi encontrada morta. O autor, Carlo Alves Soares, 43, foi encontrado escondido no corredor externo; ele estava bêbado e confessou o ataque.
  • 13 de setembro, Aripuanã (Conselvan): Lorrayne dos Reis Correia, 28, morta a tiros pelo ex-namorado, Julio Moreira dos Santos, 39. O namorado Willian Richieri Pereira, 36, também foi morto. As vítimas foram atingidas na cabeça; o feminicida confessou o crime. Testemunhas relatam que Lorrayne já havia sido ameaçada no dia anterior.

Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), aponta que os dados referem-se a 2026 e evidenciam um cenário de recorrência de violência.

Entre as referências, está a notícia “Não podemos normalizar 18 feminicidios em MT”, diz Coronel Fernanda no Congresso.

feminicídio em Mato Grosso 2026: Contexto e dados

Portanto, os meses mais violentos até agora foram março e junho, com sete mortes cada, seguidos por maio e agosto, com cinco mortes. Além disso, janeiro e abril registraram três vítimas cada, enquanto fevereiro e julho tiveram duas.

O ranking de municípios aponta Cuiabá como o maior número de feminicídios em 2026, com cinco vítimas. Várzea Grande e Vila Bela da Santíssima Trindade aparecem com três casos cada. Tangará da Serra, Poconé, Nova Bandeirantes e Aripuanã registram dois feminicídios. Outros 17 municípios contabilizam uma vítima cada: Tapurah, Sinop, São José do Xingu, Rondonópolis, Poxoréu, Porto dos Gaúchos, Nova Maringá, Matupá, Lucas do Rio Verde, Itaúba, Guarantã do Norte, Confresa, Chapada dos Guimarães, Castanheira, Brasnorte, Feliz Natal e Araguaiana.

Além disso, as armas cortantes ou perfurantes foram o principal meio utilizado nos feminicídios registrados em Mato Grosso em 2026. Ao todo, 18 mulheres foram mortas dessa forma. Outras oito vítimas foram assassinadas com arma de fogo, e seis morreram por estrangulamento ou asfixia; houve ainda dois casos por instrumento contundente, dois por atropelamento e um por espancamento.

Entre as motivações identificadas, o menosprezo ou discriminação pela condição de mulher aparece em 12 casos, seguido de ciúmes, posse ou machismo em 10. Seis casos ocorreram por separação ou tentativa de rompimento; cinco decorreram de discussão. Um caso teve motivação financeira e, em outro, a motivação não foi informada.

Dos 37 feminicídios registrados neste ano, apenas nove vítimas tinham boletim de ocorrência contra o autor. Em 28 casos, não havia registro anterior de denúncia. Além disso, apenas duas vítimas possuíam medida protetiva quando assassinadas, enquanto 35 não tinham esse tipo de proteção.

Os 37 feminicídios já deixaram 55 órfãos em Mato Grosso. Em 2025, o estado terminou o ano com 54 feminicídios. O cenário de 2026 ocorre após esse ano ter registrado números elevados, com junho sendo o mês mais violento também em 2025, com dez casos. O recorde da série histórica ocorreu em 2020, quando 62 mulheres foram assassinadas em Mato Grosso.

Denuncie violência contra a mulher: há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital. Em caso de emergência ou flagrante, ligue 190, 197, 181 ou 180. Em Cuiabá, a Patrulha Maria da Penha pode ser acionada pelo número (65) 98170-0199. O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. Portal 163.

Portanto, a pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme a Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.

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