Canetas emagrecedoras: médica de Cuiabá alerta para uso sem acompanhamento

Jussara Fialho sorri e gesticula durante o Unicast sobre obesidade.
Jussara Fialho no Unicast. Imagem: Unimed Cuiabá/YouTube.
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O uso de canetas emagrecedoras sem prescrição e acompanhamento médico exige atenção, mesmo diante dos avanços desses medicamentos no tratamento da obesidade. O alerta é da médica Jussara Fialho Ferreira Côrtes, apresentada pela Unimed Cuiabá como especialista em Nutrologia, em entrevista ao Unicast, podcast produzido pelo Comitê Educativo da cooperativa.

Na conversa, a médica destaca que os medicamentos ampliaram as possibilidades de tratamento, mas não substituem uma estratégia individualizada nem mudanças de hábitos. A pauta foi encaminhada ao Portal 163 pela assessoria da Unimed Cuiabá nesta quarta-feira (9).

“Eu digo que as canetas hoje, na minha opinião, são a revolução metabólica. A gente teve a revolução industrial, a revolução tecnológica, e eu acho que as canetas são uma revolução metabólica”, afirmou Jussara.

Avanço no tratamento exige acompanhamento

Segundo a médica, o uso indiscriminado e a procura por produtos sem procedência estão entre os pontos de preocupação. Ela chama a atenção para a necessidade de prescrição, monitoramento e avaliação das condições de cada paciente.

O alerta encontra respaldo nas orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em comunicado sobre os riscos do uso indevido desses medicamentos, a agência reforça que eles devem ser utilizados conforme as indicações aprovadas em bula e sob prescrição e acompanhamento de profissional habilitado.

A Anvisa também aponta o risco de pancreatite aguda, uma inflamação do pâncreas, e destaca que o uso indiscriminado e fora das indicações autorizadas aumenta a exposição a efeitos adversos.

Jussara Fialho, de camisa amarela, fala ao microfone no estúdio do Unicast.
Jussara Fialho durante entrevista ao Unicast. Foto: Unimed Cuiabá/Divulgação.

Manutenção do peso faz parte do cuidado

Para Jussara, o tratamento da obesidade não se resume à perda de peso. O acompanhamento deve incluir uma estratégia para manter os resultados, com mudanças de hábitos e participação de uma equipe multidisciplinar quando indicada.

A médica também aborda, na entrevista, as causas e os fatores de risco da obesidade, os impactos na saúde e os critérios usados para o diagnóstico. Outro tema é a busca por resultados rápidos, com dietas muito restritivas e promessas de emagrecimento imediato.

Na avaliação da entrevistada, a prescrição correta e o acompanhamento ao longo do processo são essenciais para que o tratamento seja conduzido de forma segura. A escolha do medicamento e a duração do cuidado dependem da avaliação de cada paciente.

Assista ao episódio completo do Unicast

A entrevista integra o episódio “A verdade sobre a obesidade: causas, riscos e os novos tratamentos”, do podcast da Unimed Cuiabá.

Assistir também no canal da Unimed Cuiabá no YouTube.

Com informações da assessoria da Unimed Cuiabá e da Anvisa.

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