Amamentação reduz riscos para a saúde da mulher, incluindo câncer de mama, ovário, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Quando o bebê nasce, quase todos os olhares se voltam para ele; ainda assim, a mãe precisa de cuidado para ajustar à nova rotina. Além disso, a liberação de ocitocina durante as mamadas auxilia na recuperação após o parto.
Amamentação reduz riscos
O aspecto emocional é fundamental: o contato pele a pele e a liberação de ocitocina e prolactina favorecem o vínculo, o relaxamento e o bem-estar. Além disso, com orientação e apoio, a mãe tende a se sentir mais segura nos cuidados com o bebê.
No entanto, mesmo com benefícios, a amamentação nem sempre é simples. Portanto, acreditar que tudo acontece de forma natural pode levar à ocultação de dificuldades. Dor, insegurança, medo de não ter leite suficiente, cansaço e culpa podem tornar esse momento desafiador.
Nos primeiros dias, é comum haver sensibilidade nos mamilos enquanto mãe e bebê se ajustam. Porém, dor intenso, persistente ou que piora não é normal e deve ser avaliada por um profissional. Pega inadequada, fissuras, ingurgitamento mamário, obstrução de ductos e mastite requerem atenção.
Para a enfermeira obstétrica Nathália Araujo, do programa Mãe Coruja, da Unimed Cuiabá, o cuidado com a mulher precisa caminhar junto ao incentivo ao aleitamento. “Algumas situações podem tornar a amamentação mais desafiadora, como estresse e sobrecarga física e emocional, ansiedade, insegurança, privação de sono, dor durante as mamadas, falta de apoio familiar ou social e depressão pós-parto ou outros transtornos emocionais”, explica.
O estado emocional não significa, necessariamente, que a mulher deixará de produzir leite. A produção depende da frequência e da eficácia das mamadas. Porém, estresse intenso, dor, cansaço e ansiedade podem dificultar a liberação da ocitocina, hormônio responsável pela ejeção do leite.
Além dos desafios físicos e emocionais, algumas crenças podem aumentar a insegurança durante a amamentação. “Tenho leite fraco”, “meu peito é pequeno, então produzo pouco leite” e “se o bebê mama toda hora, é porque meu leite não sustenta” são mitos comuns.
“Não existe leite materno fraco. O leite humano é produzido na medida certa para atender às necessidades do bebê em cada fase do seu desenvolvimento”, esclarece Nathália.
A frequência das mamadas não significa que o leite seja insuficiente. Recém-nascidos mamam várias vezes ao dia porque o leite materno é facilmente digerido e o estômago do bebê é pequeno. Até os seis meses, o leite fornece água e nutrientes, inclusive em dias quentes. Oferecer outros líquidos pode reduzir a sucção e aumentar o risco de infecções.
Cuidados com a mãe: Dificuldades no início da amamentação são comuns e não significam que a mulher não conseguirá amamentar. Dor, dificuldade na pega, ingurgitamento e dúvidas sobre a produção de leite podem ser manejados com orientação adequada.
É nesse acolhimento que atua o Mãe Coruja, do Núcleo de Medicina Preventiva – Viver Bem, com acompanhamento interdisciplinar às gestantes e puérperas e orientação durante a gestação e o pós-parto.
AMAMENTAÇÃO REDUZ RISCOS: ORIENTAÇÃO E APOIO
Encontro Agosto Dourado: No dia 22 de agosto, sábado, às 8h30, o Mãe Coruja convida as beneficiárias da Unimed Cuiabá para um encontro especial em comemoração ao Agosto Dourado, mês dedicado à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. Com o tema “Agosto Dourado: Fortalecendo vínculos e promovendo saúde”, o encontro terá como objetivo compartilhar informações, esclarecer dúvidas e fortalecer essa fase tão importante da maternidade. Durante o evento serão sorteados brindes para as participantes. Para participar, basta fazer a inscrição pelo formulário: CLIQUE AQUI! Mais Informações: 3612 8800
Portanto, Amamentação reduz riscos para a saúde da mulher a longo prazo.










