Glock apreendida: MP quer manter arma sob custódia

Glock apreendida: pistola 9mm com serial VPL521 permanece sob custódia judicial, conforme MP.
Glock apreendida permanece sob custódia até o julgamento dos envolvidos no caso Renato Nery.
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Glock apreendida

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) pediu à 1ª Vara Criminal de Cuiabá que a pistola Glock apreendida permaneça apreendida. Além disso, o requerimento foi apresentado na última sexta-feira (24) nos autos que condenaram Alex Queiroz Silva a 33 anos de prisão pelo crime ocorrido em julho de 2024, na capital.

Além disso, o promotor Rodrigo Ribeiro Domingues justificou que a arma precisa permanecer apreendida, pois ainda há outros réus a serem julgados e porque a pistola está vinculada a outros processos criminais.

Portanto, com o pedido, a Glock apreendida permanece sob custódia judicial até que todos os envolvidos no caso sejam julgados.

Renato Nery foi morto no dia 6 de julho de 2024, segundo a denúncia, por contrariar interesses econômicos dos supostos mandantes, Julinere Goulart e César Sechi, na disputa pela Fazenda Atlântida, em Novo São Joaquim (a 448 km de Cuiabá), avaliada em R$ 70 milhões.

A acusação aponta que o homicídio foi planejado, financiado e executado mediante pagamento superior a R$ 200 mil.

Alex Queiroz Silva confessou em júri no dia 15 de julho que efetuou os disparos e disse ter agido por dívidas e ameaças de agiotas; negou, porém, conhecer os mandantes.

Relatou que o contato foi feito apenas com Heron Teixeira, policial militar da Rotam, preso como intermediário entre o executor e o casal; segundo ele, Heron repassou quase R$ 100 mil em parcelas.

Para o MP, Julinere e César teriam contratado três PMs da Rotam — Jackson Pereira Barbosa, Ícaro Nathan Santos Ferreira (proprietário da Glock) e Heron Teixeira Pena Vieira — para organizar a execução, recrutar o atirador, fazer a ponte dos pagamentos e fornecer a arma.

Julinere, César e os três policiais seguem presos preventivamente e ainda serão julgados pelo Tribunal do Júri por homicídio qualificado.

A Glock apreendida, calibre 9mm, nº de série VPL521, também aparece em outro inquérito.

O MP denunciou, em junho de 2025, quatro agentes da Rotam — Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Waison Alesandro e Wekcerlley Benevides de Oliveira — por supostamente forjarem um confronto no Contorno Leste para encobrir o uso da arma no crime contra Renato Nery.

De acordo com a acusação assinada pelo promotor Henrique Pugliesi, o objetivo era justificar a posse da pistola e mudar a cena de outro crime, fazendo parecer que a arma pertencia a criminosos com quem teriam trocado tiros.

Os quatro foram afastados e respondem em processo separado.

Na denúncia, o promotor cita diálogos extraídos de um grupo de WhatsApp chamado “Gol Branco”, que, segundo o MP, seria um grupo de extermínio formado por militares.

Leandro Cardoso e Jorge Rodrigo já são réus na Operação Simulacrum, que investiga a atuação de supostos mercenários dentro da PM.

Com o novo pedido, o Ministério Público quer garantir que a pistola permaneça sob custódia judicial até que todos os desdobramentos do caso sejam julgados.

Para leitura adicional, acesse Portal 163. Além disso, veja também informações sobre o caso em Estado afasta policiais militares envolvidos na morte do advogado Renato Nery.

Manutenção da apreensão da Glock

Conexões com outros processos

Influência de policiais da Rotam

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