Em 2026, a pecuária de corte de Mato Grosso atingiu um novo marco. Nos primeiros seis meses, 45% dos bovinos abatidos até 24 meses compõem o maior patamar já registrado desde 2006. Além disso, esse avanço reflete os investimentos em genética, nutrição, manejo de pastagens e tecnologias de produção, que encurtam o tempo necessário para o peso de abate.
bovinos abatidos até 24 meses
Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontam uma transformação significativa nas últimas duas décadas. Em 2006, apenas 2% dos animais abatidos tinham menos de 24 meses; vinte anos depois, essa participação chegou a 45%, enquanto a fatia de bovinos abatidos com mais de 36 meses caiu de 65% para 22%. Além disso, a mudança demonstra que os pecuaristas conseguem produzir mais carne em menos tempo, reduzindo o ciclo produtivo sem comprometer a qualidade da proteína.
- Genética e melhoramento
- Nutrição
- Manejo de pastagens
- Tecnologias de produção
Portanto, a redução da idade de abate é um dos principais indicadores da evolução da pecuária mato-grossense. Ela mostra que o produtor investiu em tecnologia, melhoramento genético, manejo e nutrição para produzir mais carne em menos tempo, avaliou Bruno de Jesus Andrade, diretor de projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac).
Assim, a maior eficiência também ajuda a explicar os resultados do primeiro semestre. Foram 3,65 milhões de bovinos abatidos, crescimento de 3,58% em relação ao mesmo período de 2025. O avanço foi impulsionado principalmente pelos machos, cujo abate aumentou 13,05%, enquanto o envio de fêmeas aos frigoríficos caiu 4,26%, reflexo da retenção de matrizes para ampliar o rebanho.
Por fim, além dos ganhos econômicos, especialistas apontam que animais abatidos mais jovens também contribuem para uma pecuária mais sustentável. Com um ciclo produtivo mais curto, o bovino permanece menos tempo na propriedade, utiliza os recursos naturais de forma mais eficiente e reduz a emissão de gases de efeito estufa por quilograma de carne produzida, indicador cada vez mais valorizado pelos mercados internacionais.
Para mais informações, leia em Abate de bovinos Mato Grosso avança em maio e em Pecuaristas de MT vivem expectativa de alto nos negócios com “tarifaço” de Trump.








