caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva é apontado pela Justiça como autor dos disparos que tiraram a vida do advogado Renato Nery, em 5 de julho de 2024. Dois anos após o crime, o julgamento do caseiro está marcado para esta quarta-feira (15), a partir das 9h, no Fórum de Cuiabá. A denúncia sustenta que o crime foi estudado e executado com planejamento prévio.
Conforme a denúncia, o caseiro esperou a vítima no escritório, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, e atirou quando desceu do carro; depois fugiu de moto. O caso envolve uma série de indícios que apontam para uma ação articulada, com o executor recrutado pelo policial militar da Rotam Heron Teixeira Pena Vieira, que atuou como intermediário.
Além disso, as imagens de câmeras de segurança integram as provas do processo, reforçando o cronograma dos fatos e a dinâmica do crime.
Ainda respondem pelo caso o casal Julinere Goulart Bastos e César Jorge Sechi, apontados como mandantes, e os PMs Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira; todos estão presos preventivamente, conforme os autos.
No julgamento, serão ouvidas cinco testemunhas, entre elas os delegados Bruno Sérgio Magalhães Abreu e Caio Fernando de Albuquerque, o escrivão Davi Padilha Nogueira, Kaster Huttner Garcia e Lívia Moreira Gomes Nery, filha da vítima.
Segundo as investigações, o homicídio foi motivado por vingança e interesses financeiros ligados à disputa fundiária em Novo São Joaquim, a cerca de 480 km de Cuiabá.
Além disso, a pistola utilizada possuía munições de uso oficial obtidas por meio de um esquema criminoso envolvendo policiais, o que ressalta a dimensão institucional do caso.
caseiro Alex Roberto no júri
- Mandantes: Julinere Goulart Bastos e César Jorge Sechi
- Intermediário: Heron Teixeira Pena Vieira, policial militar
- Executores: Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira
Para contextualizar, prisão de produtor rural: STJ mantém prisão de César Sechi e Morte de advogado no MT: TJ mantém júri e inclui mais crimes foram citadas em matérias correlatas que ajudam a entender o cenário.
Em conclusão, o caseiro Alex Roberto permanece no centro do júri, com o julgamento previsto para acontecer nesta semana em Cuiabá, e o desfecho deve indicar mudanças relevantes na discussão sobre crimes contra a esfera jurídica.








