Um cansaço inexplicável e falta de ar podem ser sinais da insuficiência cardíaca, doença em que o coração perde a capacidade de bombear sangue com eficiência. No Dia Nacional de Alerta à Insuficiência Cardíaca, nesta quinta-feira (9), a cardiologista Geovanna Schauren esclarece como é a chamada doença do coração fraco e orienta o que fazer ao surgirem sintomas.
sinais da insuficiência cardíaca
Falta de ar
Cansaço contínuo
Retenção de líquido com inchaços
Edema pulmonar em casos graves
A especialista, que atua no Hospital Central de Alta Complexidade, em Cuiabá, explica que a doença surge quando o coração não consegue suprir as necessidades do corpo. Entre os sinais mais evidentes estão o cansaço, a falta de ar e a retenção de líquido. “No início, o organismo encontra mecanismos para superar essa fragilidade, mas, com o tempo, a fadiga e a dificuldade para respirar aparecem não apenas em esforço, mas também em repouso”, afirma a cardiologista. Em síntese, reconhecer os sinais é crucial para buscar orientação médica.
Para entender melhor, a retenção de líquido resulta da dificuldade do coração em bombear sangue e nutrientes, o que pode provocar inchaços em diversas partes do corpo, como nas pernas. “A retenção mais grave é nos pulmões, o edema pulmonar, que é uma das principais causas de internação”, comenta Geovanna.
A insuficiência cardíaca geralmente se desenvolve a partir do descontrole de outras doenças, como diabetes, hipertensão, colesterol alto e obesidade. Além do infarto, problemas nas válvulas do coração também podem desencadear o quadro, reforçando a necessidade de orientação médica ao surgir qualquer sintoma. Portanto, o acompanhamento com um cardiologista é fundamental.
O tratamento é multifatorial e pode incluir desde mudanças na alimentação até fisioterapia, incluindo fisioterapia respiratória, chegando até a necessidade de procedimentos cirúrgicos para implantação de dispositivos. Se não for devidamente acompanhada, a insuficiência cardíaca pode evoluir para arritmias e falência do coração. Em resumo, os pacientes podem conviver bem com a doença com acompanhamento adequado.
“Um paciente com esse quadro pode descompensar rapidamente, apresentando sintomas que lembram infarto ou mesmo o infarto. Por isso, é importante se autoobservar e ser acompanhado por um cardiologista”, orienta a médica.
Para saber mais, leia também no portal: Portal 163 – Insuficiência Cardíaca.
O Einstein Hospital Israelita é considerado o 16º melhor hospital do mundo e 1º da América Latina, segundo ranking The World’s Best Hospitals 2026, elaborado pela Newsweek em parceria com a Statista. Com sede em São Paulo, a instituição atua no SUS há 25 anos, gerenciando unidades públicas – entre elas hospitais, unidades de atenção primária, Centros de Atenção Psicossocial e Serviços de Residência Terapêutica – e executando projetos por meio do Proadi-SUS.
Portanto, os profissionais ressaltam que é possível conviver bem com a insuficiência cardíaca com o acompanhamento correto. Em caso de qualquer sinal, procure um cardiologista o quanto antes.
Em resumo, reconhecer esses sinais precocemente facilita o tratamento adequado e reduz riscos de descompensação.









