As investigações da Operação Imperium, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), revelaram a rápida ascensão patrimonial do núcleo de uma facção criminosa atuante na região sul de Mato Grosso, que utiliza mecanismos sofisticados para lavar dinheiro.
Por exemplo, o esquema de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial era coordenado pelo faccionado, Gilmar Reis da Silva, o “Vovozona”, foragido da Justiça de Mato Grosso desde 2023 e apontado como conselheiro da facção criminosa no estado, que utilizou documentos falsos para abertura de contas bancárias e empresas de fachada.
Facção Criminosa e Lavagem de Dinheiro
Além disso, o grupo criminoso utilizava pessoas interpostas (laranjas) e outras diretamente ligadas ao líder da facção para movimentar o dinheiro oriundo do crime, com o fim de ocultar patrimônio.
- Entre 2024 e 2025, o núcleo criminoso adquiriu bens de alto valor, incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos;
- movimentações expressivas foram realizadas;
- e a lavagem do dinheiro do crime era realizada por meio de empresas de fachada, abertas com documentos falsos.
Por meio de uma das empresas, aberta com identidade falsa, o líder da facção movimentou R$43 milhões em transações incompatíveis com seu patrimônio, mostrando a sofisticação da facção criminosa na utilização de mecanismos financeiros.
No período de dois anos, o grupo construiu um verdadeiro império financeiro, com a aquisição de imóveis rurais de alto padrão, como uma fazenda em Conceição do Rio Verde, em Minas Gerais, avaliada em R$4 milhões, e um de um haras em Soledade de Minas (MG), no valor de R$2,1 milhões.
Além disso, entre os bens móveis identificados estão 10 veículos, utilizados pelos integrantes da facção criminosa, dentre eles, carros importados de luxo, como BMW, Porsche, Audi A3, Fiat Strada, VW Jetta e uma GM/S10.
Para o delegado responsável pelas investigações, Marlon Luz, o caso evidencia a complexidade da facção criminosa na utilização de mecanismos financeiros e jurídicos para ocultar patrimônio, mostrando que o Estado avança no combate à lavagem de dinheiro.
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Em conclusão, a investigação da Operação Imperium revelou a rápida ascensão patrimonial do núcleo de uma facção criminosa, que utiliza mecanismos sofisticados para lavar dinheiro, mostrando a complexidade da facção criminosa.
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