O vereador por Várzea Grande, Caio Cordeiro (PL), apresentou um requerimento de informações para saber se o Município estaria cumprindo a lei federal nº13.722/18, mais conhecida como Lei Lucas, que torna obrigatória a capacitação em noções básicas de primeiros socorros no ambiente escolar. A ação foi o estopim para trocas de farpas na sessão ordinária desta quarta-feira (9).
Embora tenha sinalizado que se tratava apenas de formalidades e conhecer em que nível estaria o andamento da lei, o parlamentar provocou um verdadeiro atrito ao expor a prefeita Flávia Moretti (PL), que segue fragilizada na Legislativo. “Pode responder via e-email, a gente só quer saber sobre os trâmites da lei Lucas, uma lei federal e se ela não estiver acontecendo aqui, vamos fazer a regulamentação para auxiliar o Município”, comentou ele.
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Para o vereador Rogerinho Dakar (PSDB), a posição de Caio demonstra que a prefeita e o seu staff não estariam respondendo ninguém e que, por isso, os problemas relacionados aos atritos entre os poderes seriam exclusivamente provocados pelo Executivo. Ele, então, pediu para que o vereador Samir Japonês (PL), líder da prefeita na Câmara, exercesse sua função: “Líder, esse momento demonstra que não tem conversa com o Executivo, quando um vereador que é da base da prefeita apresenta um requerimento é porque a base da prefeita não atende nenhum vereador”.
“Essa Casa de Leis não pode ser omissa. Daqui por diante temos que fazer requerimentos [seguidos], e se não responder, vamos entrar com improbidade administrativa contra qualquer secretário. Prova tudo para a população: não é o Legislativo, e sim o Poder Executivo. Não tem conversa, líder, leva sua informação”, emendou ele.
Em defesa, Samir respondeu Rogerinho de que ninguém estaria impendido nenhum vereador de exercer a sua função e apresentar requerimentos: “O respeito é a língua universal do ser humano. Eu sempre te respeitei, e ninguém aqui está se eximindo. E você [Rogerinho] sabe que a prefeita não está se eximindo. Entendo o que está dizendo, mas vamos nos ouvir. Todos têm direito de concordar ou discordar […] Está vergonhosa essa discussão desnecessária, estamos aqui para brigar pelo povo e não entre nós. Eu não vou aceitar certos tipos de coisas”.
Diversos vereadores valorizaram o requerimento de Caio, comentando sobre a necessidade de averiguação. A proposta foi aprovada por 22 votos favoráveis e o Executivo terá 15 dias para apresentar uma resposta. BASE DA PREFEITA Vereador do PL faz requerimento e provoca troca de farpas na Câmara Vereador do PL faz requerimento e provoca troca de farpas na Câmara Ato do parlamentar foi visto pela oposição como prova de que falta de diálogo entre os poderes deve ser creditado ao Executivo Caio Cordeiro, Rogerinho e Samir Japonês







