A sessão da Câmara de Várzea Grande nesta quarta-feira (29) foi palco de uma acirrada troca de acusações entre vereadores, com destaque para as discussões entre Samir Japonês (PL) e Sardinha (MDB).
O embate teve início após críticas de Sardinha, que foram prontamente rebatidas por Samir em tom exaltado. Portanto, o clima ficou tenso no plenário.
Samir defende padrinho e ataca colega
Da tribuna, Samir Japonês, em defesa de seu padrinho político Tião da Zaeli (PL), disparou contra o colega.
Ele afirmou que Sardinha “não tem moral para falar” e o acusou de ter sido flagrado em “situação constrangedora” na própria Câmara, insinuando uma traição matrimonial.
Além disso, o vereador direcionou a culpa pela falta de água no município a figuras proeminentes.
“A culpa dessa porcaria dessa água é do Jayme, do Kalil e agora, principalmente, dessa mentirosa Flávia Moretti. Cadê a água?”, questionou, responsabilizando o senador Jayme Campos (União), o ex-prefeito Kalil Baracat (MDB) e a prefeita Flávia Moretti (PL).
Sardinha rebate e reforça independência
Em resposta, Sardinha declarou que não aceita desrespeito e ressaltou dever satisfação apenas a “Deus e ao povo de Várzea Grande”.
Ele ironizou o colega, sugerindo que Samir “quer sentar em seu lugar”, e reforçou a autoridade da prefeita: “Quem manda é a prefeita”.
Contudo, o parlamentar fez questão de destacar sua trajetória de 17 anos na Polícia Militar.
“Nunca precisei que ninguém me acomodasse. Não devo satisfação a ninguém, só ao eleitor”, concluiu, evidenciando sua independência política.
A troca de acusações entre vereadores evidencia as tensões políticas na cidade.
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