Tráfico de Armas Mato Grosso: Líder age de dentro da prisão

Armas de fogo apreendidas em operação contra o tráfico em Mato Grosso.
Armamentos e munições apreendidos em operação que desarticulou o tráfico de armas em Mato Grosso.
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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (18), a Operação Guns, visando desarticular um grupo especializado no tráfico de armas Mato Grosso, com ramificações interestaduais.

Grupo criminoso especializado no tráfico de armas Mato Grosso

As equipes cumprem nove mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo 4.0 de Garantias da Capital. As ordens são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e Santa Rita do Trivelato.

As investigações, conduzidas pela Denarc, apuram comércio ilegal de armas de fogo e integração de organização criminosa, além de indícios de lavagem de dinheiro. Portanto, a utilização de armamentos com numeração raspada e produtos de roubo agrava a conduta dos investigados.

Como funcionava o esquema do tráfico de armas

A investigação iniciou em 25 de abril de 2024, após a apreensão de duas armas de fogo municiadas descartadas em uma abordagem. Na ocasião, foram localizadas uma pistola Glock e uma Taurus, produto de roubo.

A partir disso, as equipes da Denarc descortinaram um complexo esquema. O grupo criminoso negociava pistolas, revólveres, fuzis e metralhadoras. Além disso, os valores variavam entre R$ 4 mil e R$ 19 mil, incluindo munições e acessórios.

As investigações revelaram que a movimentação financeira ilícita ocorria por meio de contas bancárias vinculadas a duas empresas. Os CNPJs estavam registrados em nome de indivíduos com passagens criminais, configurando fortes indícios de lavagem de capitais.

Ademais, as apurações apontaram a dimensão interestadual das operações. Armamentos eram adquiridos e negociados entre criminosos de Mato Grosso, São Paulo e Rio de Janeiro.

Hierarquia e atuação do líder do tráfico de armas

O grupo criminoso é hierarquizado e estruturado, com possível vinculação a uma facção. O líder coordenava as ações criminosas de dentro do sistema prisional, utilizando terceiros para operacionalizar as transações.

Segundo o delegado Marcelo Miranda Muniz, os investigados ocupam diferentes posições. Há intermediação, armazenamento, repasse de armamentos, fornecimento de munições e movimentação financeira. Consequentemente, cada um desempenhava um papel específico no esquema.

“O líder exercia o comando das operações mesmo estando recluso; intermediadores negociavam e transportavam armamentos; operadores logísticos auxiliavam no armazenamento e repasse; fornecedores mantinham estoque de munições; havendo, ainda, a movimentação de valores por meio de contas de terceiros e empresas”, explicou o delegado.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e mapear a extensão do tráfico de armas Mato Grosso. A análise de dispositivos eletrônicos apreendidos poderá revelar novas informações.

O nome da operação, Guns, faz referência ao objetivo central: o combate ao comércio ilegal de armas de fogo. Para mais informações sobre operações policiais na região, visite nosso portal.

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