O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), avalia que o sucessor de Bolsonaro em 2026 será indicado pelo próprio ex-presidente, mesmo diante da inelegibilidade e condenação. Contudo, Abilio acredita que a situação política ainda pode mudar até as eleições.
Sucessor de Bolsonaro: Definição é do ex-presidente
Em entrevista nesta segunda-feira (15), Brunini foi questionado sobre o futuro do PL. Para ele, é evidente que Jair Bolsonaro terá a palavra final. Portanto, a indicação do sucessor de Bolsonaro, seja para cargos majoritários ou para sua própria sucessão, dependerá de sua decisão. Ele acredita que o cenário político pode influenciar, citando um parecer de Luiz Fux.
“Não se pode criar plano sem ouvir o Bolsonaro. Então, acho que quem toma essa decisão é ele”, afirmou. Ele complementou que a decisão será tomada “na hora que ele achar melhor”.
Os bolsonaristas, por sua vez, consideram o inquérito contra o ex-presidente uma tentativa de tirá-lo das eleições de 2026. Além disso, alegam que nunca houve tanques nas ruas para impedir a posse de Lula em 2023.
O prefeito cuiabano ainda nutre esperanças de uma reviravolta. “Foi o que aconteceu com o Lula. Ele estava condenado e não tinha mais condição de sair. Aí houve um momento político em que os ministros não estavam gostando do posicionamento político do Bolsonaro e eles arrumaram uma brecha”, disse.
Para tentar reverter a inelegibilidade, o PL busca apoio no Congresso Nacional para aprovar o PL da Anistia. A ideia é conceder perdão a Bolsonaro e a outros bolsonaristas presos pelo ataque de 8 de janeiro de 2023. No entanto, o STF considera que anistiar crimes contra a democracia não é permitido.
Adicionalmente, os apoiadores do ex-presidente aguardam sanções dos Estados Unidos, articuladas por Eduardo Bolsonaro. Ele tem buscado apoio com interlocutores de Donald Trump, visando interferir nos poderes brasileiros. Saiba mais sobre as movimentações políticas em https://portal163.com.br/politica.
Em resumo, a definição sobre quem ocupará o posto de sucessor de Bolsonaro segue nas mãos do próprio ex-presidente, com a esperança de uma mudança no cenário jurídico-político até 2026.










