Receita Federal lança Operação Fronteira em áreas terrestres, marítimas e aéreas

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A Receita Federal iniciou nesta terça-feira (3/11) a Operação Fronteira, descrita como a maior ação de vigilância e repressão em pontos terrestres, marítimos e aéreos usados em rotas de contrabando, descaminho e outros ilícitos, como tráfico de drogas, armas, fauna e flora.

O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, lançou a operação durante reunião do Comitê Executivo do Programa de Proteção Integrada de Fronteira (PPIF). Ele agradeceu a colaboração das instituições participantes e ressaltou a relevância de proteger as fronteiras e combater o contrabando e o descaminho no enfrentamento ao crime organizado. Raphael Eugênio de Souza, coordenador-geral de Combate ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal, também esteve na reunião e apresentou detalhes operacionais da ação.

A Receita Federal coordena a Operação Fronteira, que reúne instituições de segurança pública, fiscalização e defesa, entre elas as Forças Armadas Brasileiras, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, Polícias Rodoviárias Estaduais, Polícia Militar, Polícia Civil e Guardas Municipais. Outros órgãos de controle também integram a iniciativa, como Ibama, Ministério da Agricultura e Pecuária, Anac, Anatel e Anvisa. Participam ainda a Organização Mundial das Aduanas e forças armadas da Colômbia e do Peru.

A atuação conjunta permite ampliar recursos e compartilhar inteligência, contribuindo para o combate ao crime organizado. Ao barrar a entrada e a comercialização de produtos irregulares no país, a Receita Federal afirma contribuir para melhorar o ambiente de negócios, enfrentar a concorrência desleal, viabilizar arrecadação para políticas sociais no Brasil e proteger a população de produtos potencialmente nocivos aos consumidores.

Iniciada em 2021 com foco na vigilância de fronteiras terrestres, a Operação Fronteira Receita Federal ampliou seu escopo. A fiscalização passou a incluir portos, aeroportos, rodovias e transportadoras por onde circulam produtos ilegais. A expansão dos modais fiscalizados já teve resultados nos atos preparatórios: na semana passada, em ação conjunta com a Polícia Civil do Ceará, foram apreendidos 146 kg de entorpecentes — entre eles cocaína, crack e skunk — em uma transportadora de Fortaleza.

Na edição de 2025, foram apreendidos cerca de R$ 160 milhões em mercadorias ilegais e 3,5 toneladas de drogas. A ação também resultou na prisão em flagrante de 18 pessoas e na apreensão de 160 veículos usados na prática de crimes. Participaram mais de 500 servidores da Receita Federal, além de centenas de agentes de órgãos parceiros.

Dentre os resultados do ano passado estão a descoberta, em Natal, de um laboratório clandestino de canetas emagrecedoras que falsificava produtos de marca conhecida no mercado. Também foram retidas mercadorias avaliadas em mais de R$ 50 milhões em um prédio de 19 andares usado como depósito para distribuir produtos que entraram irregularmente no país.

Fonte: Ministério da Fazenda. Licença da fonte: Creative Commons Atribuição-SemDerivações 3.0 Não Adaptada.

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