O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), reafirmou sua posição sobre o uso de pronome neutro em eventos oficiais, criticando a professora pronome neutro Maria Inês da Silva Barbosa, que utilizou o termo “todes” na 15ª Conferência Municipal de Saúde. Abilio declarou que, em sua visão, a docente seria uma “militante política”, demonstrando sua discordância com a abordagem.
Prefeito contra professora pronome neutro: Contexto da crítica
“Hoje eu agiria diferente. Eu impediria que o Conselho chamasse para a mesa”, disse o prefeito em tom de ironia, insinuando que teria agido de forma mais incisiva. Segundo Abilio, a professora “declarou claramente que é uma militante política”. Portanto, ele não deseja “uma pessoa militante política, que aja de forma política, instruindo sobre a saúde de Cuiabá”, pois a função seria técnica.
Além disso, Abilio esclareceu que seu veto à militância vale para todos os espectros políticos. Ele exemplificou com o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), que palestrou no mesmo evento. O prefeito ressaltou que Terra, médico e ex-ministro, abordou a ciência e a parte técnica de forma apolítica, o que seria o ideal em sua opinião.
“Quem for ministrar em nossas escolas, na rede de saúde ou em qualquer evento da Prefeitura, o fará de forma técnica”,
garantiu Abilio. Ele enfatizou a ausência de “militância político-partidária, doutrinação ideológica ou pronome neutro”.
Essa postura, conforme o prefeito, visa garantir a imparcialidade e o foco técnico nas atividades municipais, evitando assim discussões ideológicas em detrimento do conteúdo principal.
Repercussão do caso da professora pronome neutro e debates
O episódio ocorreu durante a 15ª Conferência Municipal de Saúde, em 30 de julho. A professora Maria Inês, da UFMT, foi convidada para a mesa de abertura. Ao usar “todes”, foi interrompida pelo prefeito, que alegou “doutrinação ideológica” e a repreendeu publicamente.
Diante da intervenção e da exigência para que se apresentasse sem o pronome neutro, a professora optou por se retirar da mesa, em um ato de protesto silencioso. O caso gerou ampla repercussão, com críticas de instituições, militantes LGBTQIAPN+ e setores acadêmicos. Dessa forma, a controvérsia sobre o uso de linguagem inclusiva em espaços públicos continua a gerar debates acalorados.
Para mais informações sobre eventos e debates relacionados, consulte este artigo sobre o caso.










