A 14ª Vara Criminal de Cuiabá determinou nesta segunda-feira (22) a prisão preventiva de PMs: Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alesandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira e Leandro Cardoso. Portanto, a decisão, expedida pelo Superior Tribunal de Justiça, deve ser cumprida com urgência pela Polícia Civil e pela Polícia Militar de Mato Grosso.
Os quatro PMs do Batalhão ROTAM respondem por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e crime hediondo em uma ação penal relacionada a fato ocorrido em 12 de julho de 2024. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso, Walteir Lima Cabral foi morto com tiros de arma de fogo, e P. E. S. S. e J.M.O.M.S. também foram atingidos, sobrevivendo.
Além disso, o MP sustenta que os policiais teriam simulado um confronto para encobrir o que houve. O laudo pericial aponta que a mesma arma foi usada nos dois crimes. A denúncia foi recebida pela Justiça em 14 de maio de 2025; em 29 de maio, o juiz da 14ª Vara revogou as medidas cautelares, e o Ministério Público recorreu, levando o caso ao STJ.
Em decisão monocrática, a ministra Maria Marluce Caldas deu provimento ao recurso do MP e decretou a prisão preventiva de PMs de todos. Para o STJ, estão presentes gravidade dos fatos, alta periculosidade dos acusados, risco de reiteração e possibilidade de intimidação de vítimas e testemunhas. A decisão é de cumprimento obrigatório.
Com a determinação, o juiz João Bosco Soares da Silva revogou as medidas cautelares que mantinham os PMs em liberdade e mandou expedir os mandados de prisão preventiva. Portanto, a ordem precisa ser cumprida com rapidez.
prisão preventiva de PMs em pauta
- Wekcerlley Benevides de Oliveira
- Jorge Rodrigo Martins
- Leandro Cardoso
- Wailson Alesandro Medeiros Ramos
O caso envolve a acusação de que os PMs teriam encenado um tiroteio para ocultar a morte de Walteir Lima Cabral e a tentativa de homicídio contra dois adolescentes, conforme apurado pela investigação. Além disso, laudos balísticos ligaram a arma usada ao assassinato do advogado Renato Nery, morto uma semana antes, enquanto mensagens entre os policiais indicaram alinhamento de versões.
Conforme o MP, o crime contra o advogado Renato Nery foi encomendado; a mandante seria Julinere e o executor, Cesar Jorge Sechi, em uma disputa por terras em Novo São Joaquim. Para executar o plano, o casal teria contratado pessoas e utilizado uma pistola com munição de uso restrito, obtida por meio de um esquema que envolvia policiais militares.
Renato Nery foi baleado nove vezes em plena Avenida Fernando Corrêa da Costa, em frente ao escritório onde trabalhava; ele chegou a passar por cirurgia, mas morreu no dia seguinte.
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