O juiz Moacir Rogério Tortato absolveu oito policiais militares da Força Tática de Cuiabá, nesta quarta-feira (15). Eles eram denunciados por tortura e morte de Reni Parecis Barbosa, em dezembro de 2020, em Campo Novo do Parecis. Portanto, a decisão considera a ausência de provas suficientes para condenação dos policiais Força Tática tortura.
Inocência dos Policiais Força Tática Tortura Confirmada
A denúncia original apontava que Reni e sua esposa foram agredidos durante uma operação. Reni teria morrido no local após suposta tortura. Além disso, o Ministério Público acusou os militares de tentar encobrir o caso, forjando uma versão de suicídio. A esposa da vítima, C.G., teria sido coagida a confirmar essa versão.
No entanto, o magistrado reconheceu a ocorrência de morte e lesões. Ele ressaltou, contudo, que as provas apresentadas não foram seguras quanto à autoria dos crimes pelos acusados.
A credibilidade da principal testemunha, C.G., foi questionada devido a inconsistências em seus depoimentos. Ela prestou três versões distintas sobre os fatos. Inicialmente, afirmou que Reni ingeriu medicamentos após discussão conjugal e que os policiais tentaram socorrê-lo. Subsequentemente, alegou tortura por parte dos policiais. Essa última versão foi repetida em juízo.
Segundo o juiz, as declarações da testemunha apresentaram “gritantes divergências”. Por exemplo, foram apontadas inconsistências no número de policiais envolvidos e nas circunstâncias das lesões. Dessa forma, a decisão minou a confiança no relato.
Adicionalmente, os socorristas do SAMU que atenderam a ocorrência declararam não ter visto sinais de tortura na esposa da vítima. Eles também afirmaram que Reni já estava sem vida quando chegaram. Isso reforça a fragilidade das acusações contra os policiais Força Tática tortura.
Em conclusão, o juiz determinou que as provas não eram suficientes para sustentar a acusação de tortura com resultado morte. Ele indicou que Reni teria resistido à abordagem policial, entrado em luta corporal e passado mal após a apreensão de drogas e armas no local. A decisão, que pode ser conferida na íntegra em [saiba mais sobre o caso em Cáceres](https://portal163.com.br/forca-tatica-resgata-vitima-de-tortura-e-prende-suspeitos-do-crime-em-caceres/), é de primeira instância e passível de recurso.








