Plano para UHE Colíder: MP exige segurança na barragem

Visualização da barragem da UHE Colíder, destacando a erosão e dreno rompido.
Falhas estruturais e ambientais na UHE Colíder levam o MP a exigir um plano de segurança.
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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) acionou a Justiça exigindo um detalhado plano para UHE Colíder. A ação visa garantir a segurança diante de graves problemas estruturais e ambientais constatados na Usina Hidrelétrica de Colíder, no rio Teles Pires.

MP cobra plano detalhado para UHE Colíder

O objetivo principal é a elaboração de um plano de descomissionamento em até 120 dias. Essa medida é preventiva, caso a desativação da usina se torne necessária. O procurador Gerson Barbosa destacou a importância de um plano tecnicamente embasado para proteger comunidades e o meio ambiente.

Técnicos do MPMT identificaram severas falhas na estrutura da usina, incluindo erosão interna e ausência de instrumentação em diversos drenos. Cinco drenos chegaram a romper, o que aponta um risco potencial de ruptura da barragem.

Como medida emergencial, a Eletrobras reduziu o nível do reservatório. No entanto, essa ação causou a morte de mais de 1.500 peixes e impactou negativamente a biodiversidade aquática.

A UHE Colíder já foi responsável pela morte de toneladas de peixes no rio Teles Pires em anos anteriores. A promotora Graziella Salina Ferrari alertou para os prejuízos sociais e ecossistêmicos decorrentes da mortandade de peixes.

Os reflexos socioeconômicos são alarmantes, com o comprometimento da pesca, do turismo e do comércio local. Estimativas apontam perdas anuais significativas para o setor em municípios como Itaúba.

Eventos culturais tradicionais e o acesso de comunidades ribeirinhas ao rio também foram afetados. Portanto, o MPMT busca a revisão da licença ambiental da usina.

O promotor Edinaldo dos Santos Coelho enfatizou a urgência na revisão da licença ambiental. Além disso, solicitou a atualização dos planos de emergência e a criação de canais de comunicação com a população.

O MPMT pede também a implementação de sistemas sonoros de alerta e um caucionamento de R$ 200 milhões. Isso visa garantir a reparação dos danos ambientais e socioeconômicos já ocorridos e futuros.

Há dúvidas sobre a sustentabilidade da UHE Colíder, tanto ambiental quanto socioeconômica. Desta forma, a ausência de um planejamento estratégico integrado para a bacia do Teles Pires é preocupante.

A UHE Colíder, com potência de 300 MW, opera desde 2019 e abrange quatro municípios. Inicialmente operada pela Copel, a titularidade da concessão foi transferida para a Eletrobras em 2025.

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