PL da Anistia: Relator de Arthur Lira é acusado de “afundar” proposta

Deputado Elizeu Nascimento discursa sobre o PL da Anistia em meio a debates acalorados.
Elizeu Nascimento expõe críticas ao relator do PL da Anistia, Arthur Lira.
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O deputado estadual de Mato Grosso, Elizeu Nascimento (PL), disparou contra o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), chamando-o de “esquerdista”. Segundo Nascimento, Paulinho foi designado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, como relator do PL da Anistia com o objetivo de enfraquecer a proposta. A matéria, agora denominada PL da Dosimetria, busca conceder perdão a ex-aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Perseguição ou Justiça? Debate sobre o PL da Anistia

Elizeu sustenta que as penas impostas aos bolsonaristas são desproporcionais, comparadas a atos de maior gravidade praticados pela esquerda no passado. Portanto, ele argumenta que existe uma aplicação de dois pesos e duas medidas no sistema judiciário brasileiro. “Para o PT e a esquerda não existiu dosimetria, né? Agora coloca lá um cara de esquerda para poder ser relator e vem com esses argumentos? Não existe anistia pela metade”, criticou.

Ademais, Paulinho da Força mantém uma boa relação com o ministro do STF, Alexandre de Moraes, visto por muitos como um algoz do núcleo bolsonarista. Inclusive, Moraes foi relator do inquérito da trama golpista, que resultou em uma condenação severa para Bolsonaro. Elizeu acredita que essa condenação exemplifica a perseguição contra a direita e defende a legalidade da anistia.

Para o parlamentar mato-grossense, o PL da Anistia é uma ferramenta legal e constitucional. “A condenação do nosso presidente Bolsonaro é uma condenação injusta e inválida”, declarou. Ele também criticou Alexandre de Moraes por se colocar, segundo ele, em papel de vítima, acusador e julgador, algo incomum em outros países.

A direita, portanto, rejeita qualquer recuo na proposta. Eles temem que a conversão do PL da Anistia em dosimetria não beneficie Bolsonaro sem que ele cumpra parte da pena. Questionado sobre a possibilidade de responder em liberdade, Elizeu afirmou que a direita não pode aceitar imposições. “Você acha que não é tudo isso que a própria esquerda quer? O que a esquerda quer é isso. É que aceite calado, a chicotada, a chibatada, essa punição desenfreada e covarde que está acontecendo com a direita”, desabafou.

O debate sobre o PL da Dosimetria perdeu força na Câmara após uma nova ofensiva dos Estados Unidos. A extensão da Lei Magnitsky a Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF, vista por Eduardo Bolsonaro como um “violador de direitos humanos”, ganhou destaque. Ele, que se diz “exilado” em solo americano, busca apoio internacional.

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