O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) celebrou a PEC da Blindagem rejeição pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Segundo ele, a decisão unânime reflete o sentimento popular, que não deseja sigilo em assuntos legislativos. Desta forma, a matéria foi considerada encerrada.
Pivetta elogia senador relator
Ademais, Pivetta fez questão de elogiar o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da proposta, que recomendou a rejeição. Ele acredita que o senador soube captar o anseio da população. “Parabéns”, declarou Pivetta, após a solenidade de entrega de maquinários à Agricultura Familiar em Cuiabá.
Curiosamente, na semana passada, o próprio vice-governador havia defendido a PEC da Blindagem. Na ocasião, ele argumentou que a medida seria necessária para frear o “autoritarismo” do Judiciário. No entanto, Pivetta admitiu ter compreendido mal o projeto e reconheceu o erro.
Entenda a PEC da Blindagem rejeição
A PEC da Blindagem, que já havia sido aprovada na Câmara, visava dificultar a prisão e a instauração de processos criminais contra deputados federais e senadores. Contudo, a proposta incluía a exigência de autorização das casas legislativas, mesmo em casos graves como estupro, homicídio e corrupção.
Portanto, a rejeição unânime na CCJ do Senado contou com o voto favorável do senador por Mato Grosso, Jayme Campos (União Brasil). Os senadores Margareth Buzetti (PP) e Wellington Fagundes (PL) também celebraram a decisão, com Fagundes tendo recuado de sua posição anterior. Infelizmente, a população brasileira manifestou ampla rejeição à proposta, com protestos ocorrendo em todo o país.
Em relação à bancada de Mato Grosso na Câmara, apenas Emanuelzinho e Juarez Costa (ambos do MDB) votaram contra a PEC da Blindagem. Em contrapartida, Coronel Assis (União Brasil), Coronel Fernanda (PL), Gisela Simona (União Brasil), José Medeiros (PL), Nelson Barbudo (PL) e Rodrigo da Zaeli (PL) votaram a favor.
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