Produtora oferece colheitadeira para pagar ICMS sonegado

Colheitadeira moderna em campo aberto, representando uma tentativa de quitar ICMS sonegado.
Produtora oferece colheitadeira de R$4,8 milhões para quitar débitos de ICMS.
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A Justiça de Mato Grosso indeferiu um pedido inusitado de uma produtora rural para pagar ICMS sonegado, oferecendo como garantia uma colheitadeira de alto valor. A ação, que faz parte da operação “Crédito Podre”, investiga supostas fraudes fiscais.

Produtora tenta pagar ICMS sonegado com maquinário

A S.M.V.V., alvo da operação deflagrada em 2018, buscava anular uma cobrança milionária de ICMS. No entanto, a proposta de oferecer uma colheitadeira avaliada em R$ 4,8 milhões como garantia foi rejeitada. Assim, a dívida tributária permanece ativa.

As investigações apontam que a produtora simulou vendas de algodão e milho para uma empresa considerada de fachada. Consequentemente, a fiscalização detectou que os pagamentos não ocorreram como declarado nas notas fiscais. Isso interrompeu o benefício fiscal de diferimento do ICMS.

Em sua defesa, a produtora solicitou a suspensão da dívida e a emissão de uma certidão negativa. A produtora rural desejava regularizar sua situação fiscal. Todavia, a magistrada Laura Dorilêo Cândido, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Cuiabá, negou o pedido.

A juíza fundamentou a decisão na legislação tributária, que exige depósito integral em dinheiro, fiança bancária ou seguro garantia para suspender a cobrança. Ademais, o Superior Tribunal de Justiça possui entendimento consolidado sobre o tema. Portanto, a garantia apresentada não atende aos requisitos legais.

O processo principal, que visa a anulação do auto de infração, continua em andamento. Consequentemente, a produtora ainda não conseguiu a sua certidão de regularidade fiscal. A situação reforça a importância do cumprimento das obrigações fiscais.

Operação Crédito Podre e a Sonegação Fiscal

A operação “Crédito Podre” já desarticulou, desde 2017, uma organização criminosa responsável por um prejuízo estimado em R$ 143 milhões ao Estado. A investigação inicial apurou a saída de mais de 1 bilhão de grãos sem o devido recolhimento do ICMS. Veja mais detalhes sobre a atuação da Polícia Civil e Sefaz em: Polícia Civil e Sefaz desarticulam organização que causou prejuízo de R$ 140 milhões ao Estado.

A segunda fase da operação, em 2018, teve como alvo a produtora em questão. Foram cumpridos diversos mandados de prisão e busca e apreensão em várias cidades do estado. Dessa forma, a fiscalização tributária em Mato Grosso segue rigorosa.

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