Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, um dos presos na Operação Compliance Zero, tentou se matar enquanto estava sob custódia da Polícia Federal na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais (MG).
A Polícia Federal informou que os policiais federais que estavam no local prestaram socorro imediato, iniciando procedimentos de reanimação e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Além disso, a equipe médica deu continuidade ao atendimento no local, e o custodiado será encaminhado à rede hospitalar para avaliação e atendimento médico.
A Polícia Federal comunicou o ocorrido ao gabinete do ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal (STF), e entregará todos os registros em vídeo que demonstram a dinâmica do ocorrido. Nesse sentido, será aberto procedimento apuratório para esclarecer as circunstâncias do fato.
A operação visa investigar suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos envolvendo integrantes do grupo ligado ao banqueiro. Além disso, a investigação aponta a participação do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, que também integraria o grupo.
Além disso, a atuação da estrutura sugere a existência de uma rede privada de vigilância e pressão, voltada a coletar informações e acompanhar pessoas ligadas às investigações. Em conclusão, a decisão judicial descreve que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão seria responsável por coordenar ações de vigilância, levantar informações e acompanhar pessoas consideradas rivais ou críticas ao empresário.
Portanto, a Polícia Federal autorizou mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra os investigados na nova fase da operação. A decisão também cita indícios de tentativa de interferência nas apurações, o que teria motivado as medidas cautelares determinadas pela Corte.
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