A redistribuição de cadeiras de deputados federais, seja pelo censo ou aumento via lei, só valerá em 2030. Portanto, a disputa eleitoral de 2026 em Mato Grosso será impactada diretamente, sem a perspectiva de novas vagas para deputados federais e estaduais. Essa é a avaliação do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB).
Sem novas vagas deputados MT: Impacto no estado
Max Russi, que já se posicionou contra o aumento do número de deputados federais, acredita que a não redistribuição representa uma perda para Mato Grosso. Segundo ele, o estado deixaria de ganhar uma vaga federal e, consequentemente, três estaduais. “Agora acho que o Mato Grosso perde. Era importante a gente ganhar duas vagas, porque nós íamos ter mais dois votos a mais, brigando lá em Brasília, para trazer recurso”, explicou.
Além disso, as estratégias para as eleições de 2026 deverão mudar. “Se você tivesse uma chapa de federal com 11 candidatos, agora vai ser só 9, então são dois candidatos a menos. Então se muda as estratégias”, apontou Russi.
O deputado estadual Eduardo Botelho (União) também criticou a decisão, classificando-a como “péssima”. De fato, ele ressaltou que a decisão é ruim tanto para os concorrentes quanto para o estado. “Essa decisão é muito ruim. Tanto para quem vai disputar a eleição, mas principalmente para Mato Grosso, que deixa de ter um deputado federal a mais, ou dois a mais.”, lamentou.
Consequentemente, Botelho lembrou que o estado já está há um tempo com apenas 8 deputados federais, mesmo com população suficiente para aumentar sua representatividade. Em suma, a perda se reflete em emendas parlamentares e na voz do estado em Brasília.
Reforma na ALMT afetada pela decisão
A decisão sobre as novas vagas deputados MT também interfere na reforma da Assembleia Legislativa. Max Russi determinou a criação de novos gabinetes e um amplo auditório. No entanto, agora apenas o auditório será implementado, sem a construção de novos espaços para os gabinetes.
Até o fechamento desta edição, 8 votos eram favoráveis à decisão do ministro Luiz Fux, que atendeu ao pedido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Portanto, Mato Grosso permanecerá com 8 deputados estaduais e a Assembleia Legislativa (ALMT) com 24 parlamentares.
É importante notar que a Câmara Federal chegou a aprovar o aumento de 513 para 531 deputados federais. Porém, o presidente Lula (PT) vetou a proposta. Caso o veto fosse derrubado até 1º de outubro, Mato Grosso teria 10 deputados federais e 30 estaduais. Sem o atendimento do Congresso pelo STF, o aumento seria de apenas um federal e três estaduais. Para mais informações sobre política local, visite Portal 163.









