THIAGO STOFEL
DA REDAÇÃO
Nataly Helen Martins, de 26 anos, acusada de matar e tirar o bebê de dentro do ventre da adolescente Emelly Azevedo Sena, de 16 anos, foi indiciada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (Dhpp), nesta segunda-feira (24). Após ser presa, a bombeira civil confessou o crime e disse que agiu sozinha.
Os crimes imputados contra a suspeita são, homicídio quadruplamente qualificado pelo motivo torpe, emprego de asfixia, meio insidioso ou cruel, com traição e dissimulação, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e com a finalidade de assegurar a subtração de recém-nascido. Além de ocultação de cadáver e por registrar como próprio um parto alheio e uso de documento falso.
Nataly segue detida na Penitenciária Femina Ana Maria Couto, após decisão judicial em audiência de custódia realizada no dia 14 de abril, em que determinou sua prisão temporária, enquanto as investigações seguem em andamento.
Ela foi presa no hospital Santa Helena, quando deu entrada na unidade com um bebê em que alegava ser seu. Porém, após exames realizados, foi confirmado que ela não poderia ser mãe daquela criança, onde foi presa.
Em seguida, foi descoberto que ela havia matado a adolescente e roubado seu bebê ainda do ventre.
A Polícia Civil segue investigando se houve participação de outra pessoa no crime.
Relembre o caso
Emilly foi vista pela última vez na manhã de quarta-feira (12), quando saiu de sua casa, em Várzea Grande, para buscar as doações prometidas por Nataly. Na tarde do mesmo dia, uma enfermeira do Hospital Santa Helena denunciou à polícia que Nataly deu entrada na unidade com uma criança nos braços, alegando que teve parto normal em casa.
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Conforme o relato da profissional, a suposta mãe chegou andando normalmente, com o cordão umbilical cortado e um pouco de sangramento na mão. Na avaliação clínica, o colo do seu útero estava fechado, descartando a possibilidade de ela ter tido um parto normal.
Ao pedir para dar de mamar à criança, Nataly informou que não possuía leite e insistiu em ir embora ao perceber a desconfiança da enfermeira. A Polícia Militar esteve no local e a encaminhou à delegacia.
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