Morte do agente socioeducativo: júri adiado

Imagem sobre a morte do agente socioeducativo e o júri adiado em Cuiabá, com foco no caso de Alexandre Miyagawa.
Júri remarcado para 22 de outubro de 2026 por ausência de defensor constituído.
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O julgamento envolvendo a morte do agente socioeducativo Alexandre Miyagawa, conhecido como “Japão”, está ligado ao ex-vereador Marcos Eduardo Ticianel Paccola. O Tribunal do Júri foi adiado para o dia 22 de outubro de 2026, às 9h, pela 1ª Vara Criminal de Cuiabá, em razão da ausência de defensor constituído. A conjuntura do caso exige atenção, pois o réu já responde por crimes que chocaram a cidade e o estado.

Além disso, Paccola é réu pela morte do agente socioeducativo, ocorrida em julho de 2022, durante uma briga de trânsito no Bairro Quilombo, em Cuiabá. Esta reabertura de ações e a postergação do júri trazem novas controvérsias, e a defesa argumenta que houve falhas no patrocínio inicial, o que atrasa o andamento processual.

Portanto, a nova data se justifica pela falta de defesa constituída até o momento. A justiça pretende assegurar o pleno exercício do direito de defesa, evitando decisões sem a devida representação legal.

O adiamento ocorreu pelo fato de Paccola não ter um defensor constituído. Ele foi intimado em 18 de agosto para apresentar um novo advogado em um prazo de 10 dias, que se encerraria no dia 28, data posterior à sessão de julgamento. Enquanto isso, o Ministério Público mantém a acusação e mantém a expectativa de que a defesa de Paccola se organize para a audiência.

Para assegurar o pleno exercício do direito de defesa e a regular constituição do advogado, o julgamento foi remarcado para o dia 22 de outubro de 2026, às 9h. A medida demonstra o compromisso do judiciário com o devido processo legal, mantendo o corredor entre apelações e recursos sob controle.

Na decisão, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira determinou: intime-se o acusado da nova data designada. Decorrido o prazo de 10 dias sem a constituição de novo patrono, fica desde logo nomeada a Defensoria Pública para o patrocínio da defesa, independentemente de nova deliberação. Assim, o sistema de justiça tenta reduzir atrasos e assegurar que todas as partes recebam tratamento equânime.

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Recursos negados

Desde o início do processo, a defesa apresentou recursos ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), incluindo pedidos de absolvição sumária e de reconstituição do crime, todos negados. A cada recurso, a estratégia busca frear cada passo do procedimento, mas os tribunais mantêm as decisões de primeira instância.

A antiga defesa chegou a pedir a reconstituição do crime; a juíza negou o pedido, destacando que há imagens de câmeras de segurança registrando a dinâmica do homicídio e laudo pericial com amplo registro fotográfico. Enquanto isso, a imprensa acompanha a evolução dos autos e a opinião pública aguarda respostas de autoridades.

O crime ocorreu na noite de 1º de julho de 2022, durante uma briga de trânsito no Bairro Quilombo, em Cuiabá. O militar teria se aproximado, falado brevemente com uma testemunha e, segundos depois, atirado contra Alexandre Miyagawa, pelas costas. Paccola teve o mandato de vereador cassado por quebra de decoro parlamentar após admitir o ato.

Conforme denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Paccola agiu para projetar sua imagem de “herói” e foi imprudente, atirando apenas 15 segundos após chegar ao local. Diante disso, a defesa sustenta que o caso merece análise detalhada, com base em novas investigações que possam esclarecer a cronologia dos fatos.

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