A morte da advogada Viviane Fidelis, ocorrida em 17 de setembro em Cuiabá, ganhou destaque em reportagem do Domingo Espetacular (TV Record). Inicialmente classificado como suicídio, o caso agora é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) como um possível feminicídio, pois a família contesta a versão.
A morte advogada Cuiabá e o namorado
O corpo de Viviane foi encontrado após vizinhos relatarem que o namorado dela, Raphael Augusto Gomes Campos Rondon, insistia em entrar no prédio. O relacionamento, embora recente, era marcado por idas e vindas, o que aumentava a apreensão.
Uma vizinha tentou contato com Viviane sem sucesso. Por volta das 23h do dia 17, Raphael apareceu no prédio e passou a senha do apartamento à vizinha, alegando querer saber se a ex-namorada estava bem após o término. No entanto, a situação tomou um rumo trágico.
A vizinha encontrou Viviane sem vida no banheiro e, diante do fato, permitiu a entrada de Raphael. A mãe da advogada, Sheila Regina Barros de Souza, relatou à reportagem que a vizinha afirmou que Raphael mexeu no corpo da ex antes da chegada das autoridades. “Era uma cena toda montada”, disse Sheila, enfatizando que o corpo foi retirado e a cabeça posicionada fora do banheiro.
Por conseguinte, a perícia no local indicou que o corpo e o cinto que a amarrava haviam sido removidos de suas posições originais. O celular da advogada estava próximo ao corpo, um detalhe que levanta novas questões.
Na ocasião do crime, Raphael afirmou que Viviane não aceitava o fim do relacionamento, sugerindo que este seria o motivo do suposto suicídio. Contudo, a família rejeita essa hipótese.
Último encontro da advogada Cuiabá
Câmeras de segurança registraram o que pode ter sido o último encontro entre Viviane e Raphael. Eles se viram duas vezes no dia anterior ao crime, sendo que na última ocasião, Viviane saiu do carro dele e se dirigiu à portaria. Raphael a seguiu, abraçando-a, mas ela tentava se afastar.
Apesar da tentativa de desvencilhamento, ele a abraçou novamente na portaria, e ela não reagiu. Portanto, o intervalo de 30 horas entre esse encontro e a localização do corpo é o foco principal das investigações. O delegado Caio Albuquerque, no entanto, ainda não trata Raphael como suspeito formalmente, buscando evidências comportamentais.
Ciúmes e término do relacionamento
Uma amiga revelou que Viviane já havia relatado episódios de ciúmes por parte de Raphael, inclusive durante uma viagem a São Paulo. Além disso, ela mencionou que Viviane havia terminado o namoro e considerado pedir medida protetiva.
Viviane confessou a uma amiga que Raphael a empurrou no sofá um mês antes de sua morte, embora sem causar machucados, o que gerou medo. Ela também relatou que o ex havia mexido em seu celular enquanto ela dormia, indicando um padrão de comportamento preocupante.
Desde a morte de Viviane, Raphael não se manifestou à família e preferiu permanecer em silêncio ao ser ouvido anteriormente. Com a reabertura do inquérito, ele ainda não foi intimado a depor, mas o delegado avalia o momento oportuno. Assim, as investigações prosseguem com a análise de imagens e perícia no celular da vítima.
A família da advogada reclama da lentidão nas investigações e aponta falhas na cena do crime, como a presença de uma faca e a ausência de análise nas unhas de Viviane, que poderiam indicar uma luta. Para mais informações sobre casos em Mato Grosso, acesse Portal 163.










