O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), lamentou a decisão da Justiça Federal que restabeleceu a moratória da soja em território nacional. Originalmente suspensa pelo CADE, a medida impede a aquisição de soja cultivada em áreas desmatadas da Amazônia após julho de 2008, afetando até mesmo áreas legalmente desmatadas.
Moratória da soja: impacto nos produtores
Russi, alinhado à Aprosoja-MT, considera que a decisão penaliza produtores que cumprem as leis ambientais, sendo seus esforços ignorados pelas tradings. “Muita preocupação, acho que o CADE fez uma decisão correta, agora, teve outra decisão, a gente tem respeitar, mas acho que isso a gente vai vencer nos próximos embates. Mas preocupa sim”, declarou.
Max Russi demonstrou otimismo quanto à reversão dessa restrição, citando o ministro Dias Toffoli, do STF, sobre o prejuízo aos pequenos agricultores. A atuação dos deputados mato-grossenses em Brasília para aprovar lei estadual cortando incentivos fiscais às tradings que aderem à moratória ganha relevância. Espera-se que os votos no STF acabem com a moratória da soja, que prejudica o estado e seus produtores.
Muitos produtores manifestaram descontentamento, considerando o fim da moratória um “passo essencial para o Brasil”. A Aprosoja-MT criticou as tradings, que detêm mais de 90% das exportações e impõem condições que excluem produtores legais. Para mais informações sobre o agronegócio em Mato Grosso, consulte crédito rural e soberania brasileira.










