Maysa critica dossiê de Abílio na CPI contra contrato

Vereadora Maysa Leão aponta irregularidades em dossiê apresentado contra contrato.
Vereadora Maysa Leão questiona o timing e o conteúdo do dossiê apresentado na CPI.
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A vereadora Maysa Leão (Republicanos) criticou, nesta quinta-feira (25), a apresentação de um dossie contra contrato pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), na sessão da CPI da CS Mobi. Ela classificou o ato como um espetáculo realizado faltando 16 dias para o fim da investigação.

Maysa contesta dossie contra contrato

Segundo Maysa Leão, os documentos apresentados pelo prefeito, levantando suspeitas de direcionamento licitatório na Parceria Público-Privada (PPP) de 30 anos, são um fato novo. Portanto, ela argumenta que esse assunto não está no escopo da investigação atual.

“Eu falei isso para ele, eu falei: prefeito, 224 dias depois o senhor chega com uma grande caixa, que poderia ter sido apresentada para nós previamente, num grande espetáculo. São milhares de soluções para 16 dias, o que é impossível”, declarou a vereadora.

Ademais, Maysa ressaltou que o prefeito, como chefe do Executivo, detém o poder de influenciar as cláusulas do contrato. Ela questionou a mudança na quantidade de pontos de ônibus previstos, por exemplo.

“Quem é o Executivo? É ele. Quem tem o poder de ir cláusula a cláusula dizendo: vocês falaram que vocês vão fazer 6 pontos de ônibus, ao invés de 6 pontos de ônibus, vão fazer 30? É ele”, disse Maysa Leão.

Entenda a arrecadação do rotativo

A parlamentar esclareceu que a arrecadação do estacionamento rotativo será da Prefeitura de Cuiabá após a conclusão do Mercado Municipal. Igualmente, o dinheiro do rotativo já é arrecadado pelo Município, que paga uma contrapartida progressiva.

Essa contrapartida inicia em R$ 654 mil mensais e pode chegar a R$ 1,94 milhão. Para Maysa Leão, o diálogo com a CS Mobi para acordar contrapartidas para o município está atrasado.

Como exemplo, ela citou a disposição da empresa em ceder um andar do Mercado Municipal para uso exclusivo da Prefeitura, como se vê em estacionamentos de shoppings centers. Portanto, ela defende que o prefeito decida, sem mais adiamentos.

“Passou da hora de sentar e conversar no gabinete, olhar para Cuiabá, pensar no futuro, desenhar aquilo que é equilibrado e viável e passar para população. Ele gosta das caixinhas de perguntas: vocês concordam? Está na hora de decidir e essa decisão cabe só ao Executivo”, concluiu.

Abilio compareceu à oitiva com um calhamaço de documentos, levantando suspeitas sobre os trâmites firmados pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro. Ele garantiu que a CPI da CS Mobi não “terminará em pizza”.

Para mais informações sobre a investigação e os desdobramentos, acompanhe o portal em notícias da CPI CS Mobi.

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