A engenheira Marciane Curvo eleita nesta sexta-feira (3) foi a nova presidente do CREA-MT. A candidatura, apoiada pelo atual e ex-presidente da autarquia, Juares Samaniego, venceu a disputa com 2.579 votos, o equivalente a 67,46% dos votos válidos. Esse resultado marca uma mudança de etapa para a autarquia, com a promessa de maior participação da engenharia mato-grossense nas decisões públicas.
Em segundo lugar ficou a candidata Aledir Tocantins, com 1.089 votos (28,49% dos válidos). No entanto, Ricardo Dias recebeu 100 votos (2,62%), apesar de ter desistido da disputa no início da semana, e Birigui obteve 55 votos (1,44%).
Ao todo, foram registrados 3.913 votos, sendo 3.823 válidos, além de 49 votos em branco e 41 nulos. O resultado revela dividido apoio entre propostas de continuidade e mudanças administrativas, com a faixa de tempo de gestão refletindo na composição da nova diretoria.
Durante a campanha, Marciane destacou a necessidade de ampliar a participação do CREA-MT nas discussões sobre obras públicas e planejamento urbano, bem como valorizar os profissionais da engenharia, da agronomia e das geociências. A agenda de Marciane Curvo eleita prevê maior presença institucional nos 142 municípios mato-grossenses e o fortalecimento da contribuição técnica da engenharia na formulação de políticas públicas. A visão é tornar o CREA-MT um ator ainda mais ativo no dia a dia da sociedade e na fiscalização de obras públicas.
Marciane Curvo eleita: propostas e atuação
- Transferência da sede administrativa do CREA-MT para o prédio da antiga Gráfica Atalaia, na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá. O imóvel foi adquirido por aproximadamente R$ 17 milhões.
- Defesa de atuação mais próxima dos municípios, com representantes do CREA-MT participando dos conselhos responsáveis por discutir meio ambiente, mobilidade urbana, plano diretor e infraestrutura.
- Objetivo de ampliar a presença institucional nos 142 municípios mato-grossenses e fortalecer a contribuição técnica da engenharia na formulação de políticas públicas.
- Fortalecer a atuação do CREA-MT com parcerias e projetos que conectem universidades, empresas e órgãos públicos para promover formação, inovação e melhoria de serviços à sociedade.
Ela também afirmou, em entrevista ao Podcast MídiaJur, que a compra foi considerada mais vantajosa do que a construção de uma nova sede em um terreno cedido por comodato. Segundo ela, a antiga gráfica possui cerca de 9 mil metros quadrados de terreno e 5 mil metros quadrados de área construída, permitindo uma reforma para adequação às necessidades da autarquia.
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