Mandantes do assassinato do advogado: acusada culpa soltura

Imagem relacionada aos mandantes do assassinato do advogado, com nomes dos réus em foco
Lista de réus apontados como líderes do caso envolvendo o assassinato do advogado, conforme a denúncia recente.
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Portanto, o juiz Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou a liminar que pedia o trancamento do processo contra Elenice Ballarotti Laurindo. O magistrado rejeitou o habeas corpus da defesa em 30 de junho e manteve a produtora rural como ré. Segundo a denúncia, ela é apontada como uma das mandantes do assassinato do advogado Roberto Zampieri, morto a tiros em 5 de dezembro de 2023, em Cuiabá. Caso Zampieri Cuiabá: justiça e investigações.

A defesa alegava falta de provas da participação direta de Elenice. Além disso, argumenta-se que a denúncia se apoia apenas em uma ligação telefônica feita após o crime, registrada em nome dela, mas que, segundo os advogados, teria sido realizada pelo marido; também em movimentações bancárias que estariam sob controle de Aníbal Laurindo.

O magistrado não acatou a defesa. Segundo ele, a denúncia traz elementos que não podem ser descartados. Ainda destacou os saques e a ligação feita minutos depois do homicídio; para o juiz, esses indícios precisam ser avaliados durante a instrução, e não em análise liminar.

“Não se constata, de plano, os requisitos para o deferimento da urgência”, escreveu na decisão.

No dia 12 de junho, a juíza Mônica Catarina Perri, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, recebeu a denúncia do Ministério Público contra nove pessoas pelo caso Zampieri.

Além de Elenice e do marido, Aníbal Laurindo, viraram réus: o coronel reformado Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, apontado como mentor do grupo criminoso “Comando C4”; o intermediário Hedilerson Fialho Martins Barbosa; o executor Antônio Gomes da Silva; e Gilberto Louzada da Silva, Peterson Venites Komel Junior, Salezia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater, ligados ao apoio logístico.

O MP afirma que o crime nasceu de uma disputa pela Fazenda Lagoa Azul, em Ribeirão Cascalheira, a 772 km de Cuiabá. A propriedade vale cerca de R$ 100 milhões. Zampieri defendia a parte adversária de Aníbal.

De acordo com a denúncia, o casal teria pago R$ 124,2 mil antes e R$ 60 mil depois do assassinato para contratar o serviço.

Leia também: Portal 163 mantém cobertura sobre o caso.

O habeas corpus segue em segredo de justiça no TJMT. Com a negativa da liminar, a ação penal continua e deve avançar para a fase de instrução.

mandantes do assassinato do advogado

  • Elenice Ballarotti Laurindo — apontada pela denúncia como uma das mandantes do assassinato do advogado Roberto Zampieri
  • Aníbal Laurindo — marido de Elenice e réu; acusado de co-participação
  • Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas — coronel reformado, apontado como mentor
  • Hedilerson Fialho Martins Barbosa — intermediário
  • Antônio Gomes da Silva — executor
  • Gilberto Louzada da Silva — envolvido, conforme denúncia
  • Peterson Venites Komel Junior — envolvido no apoio logístico
  • Salezia Maria Pereira de Oliveira — envolvida no apoio logístico
  • Mario Jorge Bucater — envolvido no apoio logístico

Segundo o Ministério Público, a motivação do crime foi uma disputa patrimonial envolvendo a Fazenda Lagoa Azul, avaliada em milhões de reais.

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