O senador Wellington Fagundes (PL-MT) criticou duramente a recente aprovação de uma medida provisória que altera as regras de tributação. Na prática, o texto muda a forma como o governo cobra impostos sobre diversos investimentos financeiros, apostas e ativos virtuais. Embora mantenha isenções para LCI e LCA, ele cria uma cobrança maior sobre quem investe em aplicações financeiras produtivas, o que pode, portanto, afetar o custo do crédito.
Custo elevado: mais impostos para quem produz
Para Fagundes, a proposta representa mais uma tentativa do governo de ampliar a arrecadação, sobrecarregando quem produz e trabalha. “Infelizmente, é mais uma vez o governo insistindo em cobrar mais de quem investe e produz”, afirmou o senador. Ele ressalta que isso elevará o custo do juro de longo prazo e, consequentemente, a casa própria ficará mais cara para muitos.
Além disso, ao preservar benefícios para o setor de apostas e aumentar tributos sobre investimentos produtivos, o governo cria um ambiente desfavorável para quem deseja empreender, gerar empregos ou financiar seu próprio imóvel. O aumento da carga tributária sobre aplicações financeiras encarece o crédito, desestimulando assim o investimento no país.
Portanto, o senador questiona o destino dos recursos arrecadados. “E pra quê? Pra sustentar uma máquina pública cada vez maior, com mais ministérios, mais cargos e mais apadrinhados”, desabafou. Ele lamenta que, enquanto isso, o cidadão comum sente o peso da inflação, com preços elevados para alimentos básicos e a promessa de melhorias não se concretizando.
Ademais, a medida foi apresentada como alternativa a um aumento do IOF. No entanto, Wellington Fagundes considera a proposta um mero remendo para buscar arrecadação às custas de quem já paga demais. “A população brasileira não aguenta mais. O Brasil já é, entre os países emergentes, o que tem uma das maiores cargas tributárias do mundo”, concluiu.
A proposta segue agora para votação nos plenários da Câmara e do Senado. Caso não seja aprovada por ambas as Casas, a medida provisória perde a validade nesta quarta-feira (08). Para mais informações sobre economia e política regional, visite o nosso portal.










