A 7ª Vara Criminal de Cuiabá deu um passo significativo no caso de lavagem de dinheiro Cuiabá, ao receber a denúncia do Ministério Público Estadual. Portanto, o procurador do Estado, João Virgílio do Nascimento Sobrinho, e a advogada Viviane Aparecida Seidl foram formalmente aceitos como réus no processo.
Ambos são acusados de ocultar recursos obtidos de forma ilícita. Essa prática estaria ligada a uma negociação envolvendo o empresário Júlio Minoru Tsujii. O caso se origina da conhecida Operação Ararath, que desvendou um amplo esquema de lavagem de dinheiro e corrupção no estado de Mato Grosso.
Indícios de lavagem de dinheiro Cuiabá
Conforme o inquérito policial, o empresário Júlio Tsujii teria participado da compra de um imóvel. O objetivo seria dissimular a origem de valores ilícitos, caracterizando o crime de lavagem de dinheiro Cuiabá. Posteriormente, ele firmou um Acordo de Não Persecução Penal com o MP, admitindo sua participação.
O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra analisou a denúncia e concluiu que há indícios suficientes de autoria e materialidade. Por isso, autorizou o início da ação penal contra João Virgílio e Viviane Seidl. “As provas mencionadas na denúncia são elementos suficientes para o desencadeamento da ação penal”, registrou o magistrado.
Ademais, o juiz destacou que, nesta fase processual, o critério é de prelibação e o princípio vigente é o ‘in dubio pro societate’. Com o recebimento da denúncia, os acusados serão citados para apresentar defesa em dez dias. Caso contrário, a Defensoria Pública atuará em sua representação.
Outrossim, o magistrado determinou a retirada do sigilo dos autos e a retificação da autuação. Assim, apenas João Virgílio do Nascimento Sobrinho e Viviane Aparecida Seidl permanecem como réus neste caso de lavagem de dinheiro Cuiabá. Para mais informações sobre casos judiciais na região, visite nosso portal em https://portal163.com.br/cidades/cuiaba.
A Operação Ararath, iniciada pela Polícia Federal em 2013, investigou crimes financeiros e de corrupção. Por conseguinte, o esquema envolveu agentes públicos, empresários e políticos de Mato Grosso.










