Mesmo já pronunciado para ser julgado pelo Tribunal do Júri pela morte da esposa, a empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, Jackson Pinto da Silva continuará respondendo a um inquérito complementar. Trata-se de apurar a motivação do crime e verificar se houve participação de outras pessoas na execução, no âmbito do feminícidio e ocultação de cadáver.
Além disso, o juiz Marcos Faleiros da Silva prorrogou por mais 120 dias as investigações, buscando esclarecer a motivação do crime e identificar eventuais coautores.
Contudo, ele ressaltou que o inquérito complementar tem objeto distinto da ação penal já que levou Jackson à pronúncia para o Tribunal do Júri.
Também depende de perícias em dispositivos eletrônicos apreendidos — celulares, HDs, DVR, cartão de memória e notebook — bem como da análise de dados de geolocalização, registros financeiros e imagens de monitoramento.
Entre as diligências pendentes, destacam-se:
- Perícias em aparelhos eletrônicos apreendidos
- Análise de dados de geolocalização
- Verificação de registros financeiros
- Avaliação de imagens de monitoramento
“O encerramento prematuro do presente feito poderia comprometer irreversivelmente a apuração de eventual concurso de agentes, em prejuízo à efetividade da persecução penal, à justa aplicação da lei e ao direito da família da vítima à apuração integral dos fatos”, escreveu o juiz.
O pedido de prorrogação foi feito pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e recebeu parecer favorável do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O magistrado determinou que a Polícia Civil priorize a conclusão das perícias nos equipamentos eletrônicos e as diligências voltadas à identificação de possíveis envolvidos, com atualização disponível no portal Portal163.
FEMINICÍDIO E OCULTAÇÃO DE CADÁVER
O caso envolve feminícidio e ocultação de cadáver, já levando Jackson a ser pronunciado para julgar pelo Tribunal do Júri; Nilza foi morta na manhã de 4 de maio, dentro da residência do casal, no bairro Parque Cuiabá, em Cuiabá.
Segundo a Polícia Civil, Jackson utilizou uma braçadeira de nylon para enforcar a vítima enquanto dormia, transportou o corpo para outro imóvel pertencente à empresária e o enterrou após contratar serviço de escavação para construir uma fossa.
Além disso, a polícia apura que Jackson retirou o HD do sistema de monitoramento e utilizou o celular da vítima para simular um sequestro e registrar a falsa comunicação de desaparecimento.
A principal linha de investigação aponta motivação financeira, com Jackson dependia economicamente da esposa e tentou assumir o controle do patrimônio após o assassinato.
Em conclusão, com a nova decisão, a investigação complementar seguirá por mais quatro meses para esclarecer a participação de outras pessoas, enquanto Jackson permanece preso preventivamente e aguarda a definição da data do julgamento pelo Tribunal do Júri.










