Deputado de MT chama julgamento de Bolsonaro de ‘teatro’
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) classificou como um verdadeiro teatro o início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta terça-feira (2). A acusação se refere à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Embora o processo deva se estender por mais dias, o parlamentar bolsonarista avalia que o ex-presidente já está sentenciado.
“Foi o 1º dia do teatro, o julgamento já foi feito. Jair Bolsonaro já foi tratado como condenado no próprio Supremo”, declarou o deputado, evidenciando sua posição sobre o julgamento de Bolsonaro.
Cattani critica atuação do TSE
Cattani também se referiu ao depoimento do perito Eduardo Tagliaferro, que atuou no gabinete do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tagliaferro relatou que a assessoria de Moraes possuía “poder de polícia” e comandava diversas investigações. Assim, o deputado demonstra sua insatisfação com os procedimentos.
“Tagliaferro foi quem obedeceu Alexandre Moraes nos desmandos que ele cometeu. Só que surtir efeito aqui no Brasil é quase impossível, uma vez que o Senado está acovardado e a Suprema Corte faz o que bem entende”, disparou Cattani.
Por conseguinte, para o deputado, apenas a intervenção de líderes internacionais, especialmente do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderia mudar a situação do ex-presidente. “É o último recurso que a gente pode apelar é que o governo dos Estados Unidos possa tomar uma atitude quanto a esse regime novo que está sendo implantado no nosso país”, finalizou.
Entenda o julgamento de Bolsonaro
Iniciado nesta terça-feira, o julgamento de Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito tem previsão de durar duas semanas. Ontem, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a condenação dos envolvidos. Mais informações sobre o cenário político podem ser encontradas em este artigo sobre a farsa política.
Os outros réus no processo incluem Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa), Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil e da Defesa) e Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro).










