Jovens líderes amazônia de Mato Grosso estão participando ativamente da I Cúpula de Jovens Líderes da Amazônia. O evento, que ocorre em Belém (PA) desde quinta-feira (2), reúne 28 jovens de nove estados da região. O objetivo é discutir políticas públicas e estratégias climáticas.
Cúpula pela Amazônia e a voz dos Jovens Líderes da Amazônia
Representantes de Mato Grosso, como Pedro Dias, Maura Rodrigues Palocio e Vinicius Matheus da Costa, integram as discussões. O encontro, promovido pelo Instituto COJOVEM, é preparatório para a COP30. Ele busca fortalecer as juventudes e a defesa socioambiental da Amazônia Legal.
Vinicius Matheus destacou a importância do espaço para o estado, frequentemente visto apenas pelo agronegócio. “A Cúpula é um marco para nós, jovens da Amazônia Legal, e para o Mato Grosso em especial,” afirmou. Ele ressaltou a invisibilidade das juventudes nas políticas institucionais. “Esse espaço reafirma que queremos e podemos construir outras narrativas para o futuro da floresta, do clima e das nossas comunidades”, concluiu.
Com a presença de cientistas e pesquisadores, os jovens debatem transição justa e empoderamento climático. São discutidos mecanismos de financiamento, tecnologia e inovação. A programação conta com painéis temáticos variados. Um exemplo é a construção de políticas públicas a partir de uma Teoria da Mudança.
Aldrin Barros, coordenador de Advocacy da Cojovem, enfatizou o protagonismo. “A Cúpula tem como propósito garantir que as juventudes amazônidas não sejam apenas espectadoras da COP30, mas protagonistas de um processo de incidência política”, disse. O objetivo é conectar a defesa ambiental com o futuro da região.
Ao final do encontro, será elaborada uma Agenda Comum. Esta conterá propostas de projetos e políticas públicas voltadas à justiça climática e social. Para mais informações sobre iniciativas regionais, visite portal163.com.br. Os jovens amazônidas buscam ocupar espaços de decisão.
Sobre a COJOVEM
Fundada em 2020, a COJOVEM atua na defesa dos direitos socioambientais das juventudes amazônidas. Por meio de advocacy, pesquisa e formação, a organização busca influenciar políticas globais. Igualmente, garante que as demandas dos jovens da Amazônia sejam consideradas em conferências internacionais sobre clima e biodiversidade.










