Deputados federais de Mato Grosso, José Medeiros e Nelson Barbudo (PL), exigem esclarecimentos do ministro do Trabalho, Luiz Marinho. O pedido é para que o ministro explique a suspensão da inclusão da JBS Aves na lista suja do trabalho escravo. Esta decisão inédita levanta suspeitas de interferência política.
JBS Aves e a Lista Suja: Entenda o Caso
Segundo o deputado José Medeiros, a decisão de o ministro assumir pessoalmente o processo é sem precedentes desde a criação do cadastro, em 2003. Portanto, a medida levanta sérias dúvidas sobre a lisura do processo. A própria JBS Aves está no centro das atenções.
Além disso, a conduta do ministro foi criticada por auditores do trabalho, pelo Ministério Público do Trabalho e por diversas entidades da sociedade civil. A suspensão, argumentam, fragiliza um instrumento crucial contra o trabalho escravo. Consequentemente, isso pode impactar exportações e acordos comerciais.
O parlamentar destacou que a suspensão da JBS Aves na lista suja enfraquece o combate ao trabalho análogo à escravidão. Ademais, a ação pode prejudicar a imagem do agronegócio brasileiro no cenário internacional. É fundamental que a Comissão de fiscalização atue com transparência.
O requerimento solicita, portanto, que o ministro apresente os fundamentos jurídicos e administrativos da sua decisão. Igualmente, pede que detalhe os impactos na política nacional de erradicação do trabalho escravo. Por fim, questiona quais medidas serão tomadas para garantir a independência técnica da fiscalização do trabalho.
O caso remonta a uma operação federal do ano passado. Na ocasião, dez trabalhadores foram encontrados em condições análogas à escravidão. Isso ocorria em uma empresa terceirizada para a unidade JBS Aves, no Rio Grande do Sul. A JBS Aves, por sua vez, declarou ter tolerância zero com violações de direitos trabalhistas.
A empresa informou que suspendeu imediatamente a empreiteira e rescindiu o contrato ao tomar conhecimento das alegações. Por exemplo, eles ressaltaram o compromisso com as práticas laborais. Para mais informações sobre fiscalizações e direitos, acesse Portal 163.










