Governo: Sem casa para invasor de terra

Grupo de pessoas em área desocupada, com destaque para o título 'invasor de terra' em evidência.
A decisão governamental sobre o tema 'invasor de terra' gera debate e atenção.
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O governador Mauro Mendes (União Brasil) confirmou, em entrevista na quinta-feira (24), que foi procurado pelo vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) sobre a possibilidade de oferecer suporte às famílias que serão retiradas da invasão do Contorno Leste, em Cuiabá, no próximo mês. Contudo, Mauro sustentou que não há obrigação em dar casa para invasor de terra.

O que diz o Governo sobre invasor de terra

Na visão do governador, dar residência a quem invade a área transformaria em um cenário de incentivo à prática no estado, contrariando a ordem de “tolerância zero”. Portanto, a invasão de terras privadas ou públicas não pode ser instrumento para ganhar propriedades. “Quantas pessoas querem moradia? Então, quem não invadiu, não ganha. Quem invadiu, ganha. É assim?”, questionou o chefe do executivo.

A Secretaria Estadual de Assistência Social, entre novembro do ano passado e março deste ano, realizou um estudo social mapeando 2.594 terrenos e cadastrou efetivamente 850 famílias. Dessas, apenas 172 foram identificadas como elegíveis para programas sociais. Diante disso, Mauro reiterou os dados coletados pela pasta.

“Maioria que tem lá, foi identificada, que tem casa, tem outro tipo de propriedade, estava lá como invasor”, explicou, referindo-se à área com alto potencial de valorização. O governo não tem a obrigação de dar terra para quem invadiu. Invadiu, perdeu”, emendou o governador.

Na semana passada, moradores da invasão realizaram uma manifestação em frente à Prefeitura de Cuiabá. Eles cobravam do prefeito Abilio Brunini (PL) que negociasse a permanência das famílias na região. Em resposta, ele sinalizou que buscaria ajuda de Mauro Mendes.

Entre as possibilidades discutidas, estaria a aquisição de uma área próxima ao Contorno Leste para alocação de parte das famílias em lotes de 10×20. Além disso, o portal está acompanhando o caso de perto.

Em conclusão, o governador reafirmou a necessidade de cuidado com o patrimônio público e a defesa da maioria das pessoas corretas. Assim, o governo está estudando e buscando soluções, mas com cautela em relação a qualquer concessão a quem desrespeitou a lei, pois um invasor de terra não deve ser beneficiado.

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